O cidadão midiático e a era da confusão informativa
Postado por Carlos Castilho em 24/1/2011 às 17:45:22
O norte-americano Dan Gillmor acaba de publicar um livro que está dando o que falar. Depois de funcionar como o grande arauto da revolução informativa no seu livro We, the Media [1], lançado em 2004, Gillmor usa agora um tom bem mais cauteloso ao analisar o que ele chamou de “era da confusão informativa”.
O ex-cronista de tecnologia do jornal San José Mercury News e atual consultor da Fundação Knight para empreendedorismo jornalístico online, reconhece que a avalancha informativa na web ultrapassou todas as previsões e que o público começa a dar sinais de uma preocupante tendência: uma ressaca cognitiva.
As pesquisas consultadas por Gillmor em seu novo livro, intitulado MediaActive [2], mostram que os consumidores de informação começam a demonstrar crescente intolerância diante da enorme quantidade de notícias que circulam na web e na imprensa ao constatar que a maioria delas são meias verdades ou totalmente falsas.
Este é um comportamento que já havia sido previsto por vários autores mencionados aqui nos posts do Código, há algum tempo, como um desdobramento inevitável da avalancha de dados, informações e conhecimentos publicados na web. Os dados são impressionantes. Em 2002, todo o acervo [3] de documentos digitalizados na internet não passava de 5 bilhões de exabytes. Em 2009, este total disparou para 281 bilhões de exabytes [4].
As informações produzidas por indivíduos e publicadas na web sob forma de blogs, tweets, fóruns, chats, redes sociais, bancos de dados, páginas web, noticias etc aumentaram 15 vezes entre 2006 e 2009. Segundo Mark Hurd, presidente da empresa de informática Hewlett Packard, nos próximos quatro anos a quantidade de informações publicadas na web será maior do que tudo o que foi produzido pela humanidade até agora em matéria de conhecimento.
Estatísticas como essas causam impacto, mas as pessoas comuns estão se dando conta muito lentamente do que isso significa no nosso quotidiano. Elas só começam a sentir os efeitos da avalancha informativa quando percebem sua incapacidade de poder contextualizar as notícias diante da diversidade de versões.
Gillmor é um dos muitos estudiosos da informação online que depois de se deslumbrar com as incríveis potencialidades do mundo digital e da internet começa a agora a dar-se conta do potencial de incertezas e desorientação gerado pela democratização cada vez maior na produção de conteúdos noticiosos, tanto no formato escrito como no audiovisual.
Está ocorrendo um fenômeno curioso. Os deslumbrados com a revolução digital tornam-se agora mais céticos e desconfiados enquanto os tecnofóbicos, contrariando as expectativas, tornam-se cada vez mais presentes nos fóruns, comunidades virtuais, twitter e blogs, como mostram as pesquisas sobre participação crescente da terceira idade na internet.
Mas não é só isso. Não dá mais para voltar atrás e não nos resta alternativa senão enfrentar os dilemas da era da confusão informativa desenvolvendo os recursos necessários para tornar mais confortável a convivência com a dúvida e com a incerteza.
É o que propõe o exercício da leitura crítica, um recurso informativo que até agora era considerado privilégio dos intelectuais e acadêmicos, mas que começa a ser praticado até mesmo pelos leitores de jornais, revistas ou telespectadores. Sem a leitura crítica fica difícil conviver com o tiroteio informativo presenciado diariamente em nossos jornais, revistas e telejornais.
Quem não se dispuser a desenvolver o seu próprio kit de leitura critica, provavelmente será empurrado para duas opções, ambas igualmente arriscadas: a descrença total, o que equivale a um autismo informativo, e a credibilidade incondicional, similar a um ato de fé cega. Ambas muito próximas do fanatismo.
Eu compro logo sei que existo: as bases metafísicas do consumo moderno Colin Campbell
sábado, 29 de janeiro de 2011
segunda-feira, 24 de janeiro de 2011
Regulamentação do controle a liberdade e imprensa/ EDITORIAL
Venho aqui abrir o espaço para este tema que pude ouvir na tv da câmara, ontem a noite, em que os políticos se reuniram para debater sobre a criação do conselho de comunicação. Chamo a atenção para os profissionais da área principalmente e a sociedade que hoje se encontram extremamente integrada e dependente dos meios de comunicação. Percebi a necessidade para uma maior preocupação sobre esse assunto, tendo em vista a concentração do poder em oligarquias, como os grandes veículos como a TV, assim sendo, procuro de alguma forma, com debates entre a civilização moderna, uma relação mais sociável entre esses meios por aqueles que estão excluídos por causa da barreira econômica. Esses dias eu converssando com um amigo que possui um grupo de pagode, perguntei se eles não colocariam suas músicas na rádio, por exemplo Litoral,Mix,Jovem Pan etc..., assim eles teriam maior mídia e consequentemente representação pelo povo capixaba, foi ai que ele me disse que essas rádios cobrariam muito caro, para tocar suas músicas por exemplo uns R$1500,00 reais enquanto que as músicas dos famosos, as rádios, colocam o tempo todo e não ganham dinheiro nehum, me pergunto porque isso? porque as pessoas que querem ser músicos não podem ter a chance de se igualar a qualquer outro músico, que fica claro aqui que eu não estou desmerecendo a habilidade dos músicos famosos, mas uma chance para que nosso país seja uma nação mais justa e igualitária.
Vale lembrar que vivemos num mundo globalizado, onde as informações são colocadas a cada segundo, ou seja, quem deter com maior rapidez essas informações vão poder usufruir melhor, contudo quem paga hoje mais caro pelo acesso a internet,tv acabo,celular com TV e internet, terá sempre maior acessibilidade do que as milhões de pessoas que estão em extrema pobreza no nosso Brasil.
Em resumo me lembrando do ponto de vista do deputado que hoje falha a memória não sei o nome dele, entretanto é um cientista político e disse: quando um gringo veem para cá, ele acha que o Brasil é um país de brancos, e o Brasil não é um país de branco é um país de mestiço. Disse também que é só ler os jornais para saber que não temos de fato, uma cultura brasileira e sim uma falsa indentificação de ser brasileiro. Falou isso mas com outras palavras, pois bem, então a onde quero chegar? vejo que a nossa lei sobre a censura é uma lei que veem desde a ditadura militar, porém como disse o político isso não é bom no entanto é melhor do que não ter lei alguma. Portanto vejo que a regulamentação da liberdade de imprensa é fundamental para a convivência das relações sociais no mundo contemporâneo. E senhores e senhoras não confudam censura com por exemplo, a novela O Clone da aglobo está passando no programa "Vale a pena ver de novo" que passa no horário da tarde, isso é certo? temos que fazer mais do que censuro e sim regular todos os programa televisivos, os horários, os créditos para pessoas que não tem como se comunicar estar na tv, precisa não só de uma Tv aberta mas a liberdade das pessoas não afetar o direito e respeito do ser humano.
Vale lembrar que vivemos num mundo globalizado, onde as informações são colocadas a cada segundo, ou seja, quem deter com maior rapidez essas informações vão poder usufruir melhor, contudo quem paga hoje mais caro pelo acesso a internet,tv acabo,celular com TV e internet, terá sempre maior acessibilidade do que as milhões de pessoas que estão em extrema pobreza no nosso Brasil.
Em resumo me lembrando do ponto de vista do deputado que hoje falha a memória não sei o nome dele, entretanto é um cientista político e disse: quando um gringo veem para cá, ele acha que o Brasil é um país de brancos, e o Brasil não é um país de branco é um país de mestiço. Disse também que é só ler os jornais para saber que não temos de fato, uma cultura brasileira e sim uma falsa indentificação de ser brasileiro. Falou isso mas com outras palavras, pois bem, então a onde quero chegar? vejo que a nossa lei sobre a censura é uma lei que veem desde a ditadura militar, porém como disse o político isso não é bom no entanto é melhor do que não ter lei alguma. Portanto vejo que a regulamentação da liberdade de imprensa é fundamental para a convivência das relações sociais no mundo contemporâneo. E senhores e senhoras não confudam censura com por exemplo, a novela O Clone da aglobo está passando no programa "Vale a pena ver de novo" que passa no horário da tarde, isso é certo? temos que fazer mais do que censuro e sim regular todos os programa televisivos, os horários, os créditos para pessoas que não tem como se comunicar estar na tv, precisa não só de uma Tv aberta mas a liberdade das pessoas não afetar o direito e respeito do ser humano.
segunda-feira, 17 de janeiro de 2011
Computadores aprendem o que nos faz sorrir - e gastar / FOLHA DE SÃO PAULO
Por STEVE LOHR
Computadores com visão estão se tornando comuns. Câmeras baratas e de alta resolução se proliferam em produtos como smartphones e laptops. E novos algoritmos de computação para localizar, comparar e avaliar a enxurrada de dados visuais têm progredido rapidamente.
A tecnologia pode ser usada em hospitais, shopping centers, escolas, plataformas de metrô, escritórios e estádios. As máquinas nunca piscam.
Tudo isso pode ser muito útil -ou alarmante.
"As máquinas definitivamente serão capazes de nos observar e nos entender melhor", disse Hartmut Neven, cientista da computação do Google e especialista em visão. "Aonde isso leva é incerto", completou.
O Google está na linha de frente do desenvolvimento tecnológico, e é também motivo de apreensão por causa disso. Seu serviço Street View, em que usuários da internet podem olhar um determinado local, recebeu queixas por violação de privacidade. O Google irá borrar as fotos das casas de quem assim solicitar.
Com o aplicativo Goggles, do Google, as pessoas podem tirar uma foto com um smartphone e vasculhar a internet em busca de imagens semelhantes. Executivos da empresa excluíram uma ferramenta de reconhecimento facial, temendo que isso servisse na busca por informações pessoais.
Cientistas preveem que as pessoas ficarão cada vez mais cercadas por máquinas que podem não só ver, mas também raciocinar a respeito daquilo que estão vendo.
Segundo Frances Scott, que é especialista em tecnologias de vigilância, isso poderá permitir que autoridades localizem um terrorista ou uma criança perdida.
Milhões de pessoas têm usado produtos que mostram o progresso alcançado pela visão informatizada. Os principais serviços on-line de compartilhamento de fotos já contam com reconhecimento facial.
O Kinect, que pode ser agregado ao console Xbox 360, da Microsoft, usa uma câmera digital e sensores para reconhecer as pessoas e seus gestos; ele também entende comandos de voz.
Com o Kinect, "a tecnologia entende você de forma mais fundamental, de modo que você não precisa entendê-la", disse Alex Kipman, engenheiro envolvido no desenvolvimento da ferramenta.
'Lave as mãos, por favor'Há três meses, o Centro Médico Bassett, de Cooperstown, em Nova York, iniciou experiências com a visão informatizada. Pequenas câmeras no teto monitoram os movimentos dos pacientes e das pessoas que entram e saem da sala.
As primeiras aplicações do sistema, criado pela General Electric, são lembretes e alertas. Médicos e enfermeiros precisam lavar as mãos antes e depois de tocar em pacientes, para evitar infecções hospitalares. Quando alguém se esquece, uma voz declara: "Perdoe a interrupção; por favor, lave as mãos".
O sistema é capaz de reconhecer movimentos que indicam quando um paciente corre o risco de cair do leito, e alerta uma enfermeira. Outras ferramentas podem ser acrescentadas, como um software que analisa expressões faciais em busca de sinais de dor ou outro desconforto grave, segundo Kunter Akbay, cientista da GE.
Espelho, espelho meu
O pós-graduando Daniel McDuff parou diante de um espelho translúcido no Laboratório de Mídia do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT). Após 20 segundos, um número -65, seu batimento cardíaco por minuto- apareceu no espelho. Por trás dele, uma webcam enviava imagens de McDuff a um computador cujo software monitorava o fluxo sanguíneo em seu rosto. O programa separa as imagens de vídeo em três canais -para as cores básicas vermelho, verde e azul. Mudanças nas cores e movimentos feitos por minúsculas contrações e expansões dos vasos sanguíneos no rosto não são perceptíveis ao olho humano.
"O sinal do seu ritmo cardíaco está na sua cara", disse Ming-zher Poh, também pós-graduando do MIT. Outros sinais vitais, como ritmo da respiração e pressão arterial, devem deixar pistas semelhantes.
Esse projeto, descrito numa publicação feita em maio por Poh, McDuff e Rosalind Picard, professora do laboratório, está só começando, segundo Poh. Mensurações diárias feitas com esse método poderão revelar, por exemplo, que uma pessoa está ficando sob maior risco de um ataque cardíaco. "No futuro, isso estará nos espelhos", disse.
Os rostos podem fornecer todo tipo de informação aos computadores. No MIT, Picard e a pesquisadora Rana el Kaliouby aplicam um software de análise da expressão facial para ajudar autistas a reconhecerem melhor os sinais emocionais.
As duas cientistas fundaram a Affectiva, empresa com sede em Waltham, Massachusetts, que está produzindo softwares de análise facial para fabricantes de produtos comerciais, varejistas, profissionais de marketing e estúdios cinematográficos.
John Ross, executivo-chefe da Shopper Sciences, uma empresa de pesquisa de mercado, disse que a tecnologia da Affectiva promete dar aos profissionais de marketing uma leitura imparcial sobre a sequência de emoções que levam a uma compra. "Pode-se ver e analisar como as pessoas estão reagindo em tempo real, não o que elas estão dizendo mais tarde [num grupo de pesquisas], quando com frequência estão tentando ser educadas."
O software, segundo Ross, poderia ser usado em quiosques comerciais ou com webcams. A Shopper Sciences, acrescentou ele, está testando o programa da Affectiva com um grande varejista e com um site de relacionamentos amorosos.
Computadores com visão estão se tornando comuns. Câmeras baratas e de alta resolução se proliferam em produtos como smartphones e laptops. E novos algoritmos de computação para localizar, comparar e avaliar a enxurrada de dados visuais têm progredido rapidamente.
A tecnologia pode ser usada em hospitais, shopping centers, escolas, plataformas de metrô, escritórios e estádios. As máquinas nunca piscam.
Tudo isso pode ser muito útil -ou alarmante.
"As máquinas definitivamente serão capazes de nos observar e nos entender melhor", disse Hartmut Neven, cientista da computação do Google e especialista em visão. "Aonde isso leva é incerto", completou.
O Google está na linha de frente do desenvolvimento tecnológico, e é também motivo de apreensão por causa disso. Seu serviço Street View, em que usuários da internet podem olhar um determinado local, recebeu queixas por violação de privacidade. O Google irá borrar as fotos das casas de quem assim solicitar.
Com o aplicativo Goggles, do Google, as pessoas podem tirar uma foto com um smartphone e vasculhar a internet em busca de imagens semelhantes. Executivos da empresa excluíram uma ferramenta de reconhecimento facial, temendo que isso servisse na busca por informações pessoais.
Cientistas preveem que as pessoas ficarão cada vez mais cercadas por máquinas que podem não só ver, mas também raciocinar a respeito daquilo que estão vendo.
Segundo Frances Scott, que é especialista em tecnologias de vigilância, isso poderá permitir que autoridades localizem um terrorista ou uma criança perdida.
Milhões de pessoas têm usado produtos que mostram o progresso alcançado pela visão informatizada. Os principais serviços on-line de compartilhamento de fotos já contam com reconhecimento facial.
O Kinect, que pode ser agregado ao console Xbox 360, da Microsoft, usa uma câmera digital e sensores para reconhecer as pessoas e seus gestos; ele também entende comandos de voz.
Com o Kinect, "a tecnologia entende você de forma mais fundamental, de modo que você não precisa entendê-la", disse Alex Kipman, engenheiro envolvido no desenvolvimento da ferramenta.
'Lave as mãos, por favor'Há três meses, o Centro Médico Bassett, de Cooperstown, em Nova York, iniciou experiências com a visão informatizada. Pequenas câmeras no teto monitoram os movimentos dos pacientes e das pessoas que entram e saem da sala.
As primeiras aplicações do sistema, criado pela General Electric, são lembretes e alertas. Médicos e enfermeiros precisam lavar as mãos antes e depois de tocar em pacientes, para evitar infecções hospitalares. Quando alguém se esquece, uma voz declara: "Perdoe a interrupção; por favor, lave as mãos".
O sistema é capaz de reconhecer movimentos que indicam quando um paciente corre o risco de cair do leito, e alerta uma enfermeira. Outras ferramentas podem ser acrescentadas, como um software que analisa expressões faciais em busca de sinais de dor ou outro desconforto grave, segundo Kunter Akbay, cientista da GE.
Espelho, espelho meu
O pós-graduando Daniel McDuff parou diante de um espelho translúcido no Laboratório de Mídia do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT). Após 20 segundos, um número -65, seu batimento cardíaco por minuto- apareceu no espelho. Por trás dele, uma webcam enviava imagens de McDuff a um computador cujo software monitorava o fluxo sanguíneo em seu rosto. O programa separa as imagens de vídeo em três canais -para as cores básicas vermelho, verde e azul. Mudanças nas cores e movimentos feitos por minúsculas contrações e expansões dos vasos sanguíneos no rosto não são perceptíveis ao olho humano.
"O sinal do seu ritmo cardíaco está na sua cara", disse Ming-zher Poh, também pós-graduando do MIT. Outros sinais vitais, como ritmo da respiração e pressão arterial, devem deixar pistas semelhantes.
Esse projeto, descrito numa publicação feita em maio por Poh, McDuff e Rosalind Picard, professora do laboratório, está só começando, segundo Poh. Mensurações diárias feitas com esse método poderão revelar, por exemplo, que uma pessoa está ficando sob maior risco de um ataque cardíaco. "No futuro, isso estará nos espelhos", disse.
Os rostos podem fornecer todo tipo de informação aos computadores. No MIT, Picard e a pesquisadora Rana el Kaliouby aplicam um software de análise da expressão facial para ajudar autistas a reconhecerem melhor os sinais emocionais.
As duas cientistas fundaram a Affectiva, empresa com sede em Waltham, Massachusetts, que está produzindo softwares de análise facial para fabricantes de produtos comerciais, varejistas, profissionais de marketing e estúdios cinematográficos.
John Ross, executivo-chefe da Shopper Sciences, uma empresa de pesquisa de mercado, disse que a tecnologia da Affectiva promete dar aos profissionais de marketing uma leitura imparcial sobre a sequência de emoções que levam a uma compra. "Pode-se ver e analisar como as pessoas estão reagindo em tempo real, não o que elas estão dizendo mais tarde [num grupo de pesquisas], quando com frequência estão tentando ser educadas."
O software, segundo Ross, poderia ser usado em quiosques comerciais ou com webcams. A Shopper Sciences, acrescentou ele, está testando o programa da Affectiva com um grande varejista e com um site de relacionamentos amorosos.
sábado, 18 de dezembro de 2010
quinta-feira, 16 de dezembro de 2010
Quem usa mais drogas, alunos do ensino público ou privado? / Fonte: www.uol.com.br
Alunos do ensino fundamental e médio de escolas particulares usam mais drogas ilícitas do que alunos da rede pública de ensino. Essa é uma das conclusões de pesquisa feita neste ano e divulgada nesta quinta-feira pela Senad (Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas) e pelo Cebrid (Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas), da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), sobre o consumo de drogas entre estudantes.
O último levantamento foi feito em 2004. Essa é a primeira vez que a pesquisa engloba escolas particulares. Segundo o levantamento, 13,6% dos 19.610 alunos de escolas privadas consultados afirmaram ter usado algum tipo de droga (exceto álcool e tabaco) nos 365 dias anteriores à pesquisa. Na rede pública, esse percentual é de 9,9%.
A pesquisa também revela uma queda expressiva no uso de drogas na rede pública, na comparação com os dados de 2004. Segundo o levantamento, houve queda de 49,5% no período. Nesse percentual entram drogas como maconha e crack, por exemplo. A única droga em que não foi constatada redução no consumo foi a cocaína.
O consumo de álcool caiu 35,1% entre os alunos de escolas públicas. Já o de tabaco, apresentou redução de 37,6%.
Os índices de redução referem-se à comparação entre alunos que usaram drogas nos 365 dias anteriores à pesquisa de 2004, e o número de estudantes que declararam uso neste mesmo período, em 2010. No entanto, na comparação do número de estudantes que declararam ter usado substâncias ilícitas alguma vez na vida, houve crescimento de 7,1% no consumo entre os alunos de escolas públicas entre 2004 e 2010.
O último levantamento foi feito em 2004. Essa é a primeira vez que a pesquisa engloba escolas particulares. Segundo o levantamento, 13,6% dos 19.610 alunos de escolas privadas consultados afirmaram ter usado algum tipo de droga (exceto álcool e tabaco) nos 365 dias anteriores à pesquisa. Na rede pública, esse percentual é de 9,9%.
A pesquisa também revela uma queda expressiva no uso de drogas na rede pública, na comparação com os dados de 2004. Segundo o levantamento, houve queda de 49,5% no período. Nesse percentual entram drogas como maconha e crack, por exemplo. A única droga em que não foi constatada redução no consumo foi a cocaína.
O consumo de álcool caiu 35,1% entre os alunos de escolas públicas. Já o de tabaco, apresentou redução de 37,6%.
Os índices de redução referem-se à comparação entre alunos que usaram drogas nos 365 dias anteriores à pesquisa de 2004, e o número de estudantes que declararam uso neste mesmo período, em 2010. No entanto, na comparação do número de estudantes que declararam ter usado substâncias ilícitas alguma vez na vida, houve crescimento de 7,1% no consumo entre os alunos de escolas públicas entre 2004 e 2010.
sábado, 4 de dezembro de 2010
Nobel Centro de Ensino/ "Isso é uma escola."
Agradeço por ter feito parte da família Nobel, estudei a minha vida inteira nessa escola que encerrou suas atividades em 2007, ano em que eu prestava vestibular e estava no 3 ano. Senhores, caros Leitores, queria aqui com muito orgulho expressar um sentimento de muita gratidão a todas as pessoas que eu conheci durante a minha formação, por causa do grande diferencial de ensino que essa instituição possuía. E veja, não estou falando aqui de computadores super potentes, ambientes climatizados e cadeiras acolchoadas. Estou novamente, enfatizando os grandes profissionais que me deram realmente o conhecimento que um ser humano necessita para viver em sociedade. Estou aqui relatando o meu histórico escolar mas com o interesse de mostrar a esses jovens, as crianças e os pais que escola não é escola porque tem nome. Escola tem que ser uma demonstração de afeto entre o corpo docente e os estudantes, um lugar de respeito entre todos os funcionários da escola desde os empregados lá da portaria aos professores e diretores. Temos que estar atento as questões sociais, pra mim o bom seria que todas as crianças, que tivesse alguma dificuldade como a cegueira, cadeirantes, hiperativos, crianças ditas "especiais" não gosto muito desse termo, vivessem junto com qualquer pessoa, acho que o maior aprendizado é esse, entender a diferença quando ela está ali do seu lado, conhecer o outro quando você pode ajudar ele nas suas dificuldades, trabalhar em equipe quando todos aprendem alguma coisa a valorizar o lado bom um do outro. Precisamos assim de um mundo mais unido, alinhado pelo briho dos olhos da criança, em querer aprender a ser gente neste país, pois como mostra a revista BRASILEIROS,
Stephan diz: " A classe C está quebrando paradigmas e derrubandos tabus. Em São Paulo, principalmente, a gente se acha, torce o nariz, despreza a cultura que não se parece com a nossa. Não vejo mal nehum que a classe C goste de churrasco e forró. Cada vez mais, ela vai saber exigir uma churrasco e um forró de melhor qualidade. Assim como vai viajar melhor, vai frequentar melhor escolas, vai votar melhor." È bom que a elite de nariz empinado, sempre desconfiada do populacho, aprenda. Aprender, está ai uma boa idéia. Já que o assunto é educação, quem sabe pesquisas como esta do publicitário Paulo Stephan, não deixem na cabeça da gente uma intrigante reflexão? toda vez que se fala em educação no Brasil, automaticamente pensa-se nos mais pobres e mais carentes. È notável injustiça. Dá para notar que, aqui, os mais ricos, especialmente eles, meros ventríoloquos de "verdades" alheias, estão muito carentes de boa educação, de informação de qualidade e de maior conhecimento.
Stephan diz: " A classe C está quebrando paradigmas e derrubandos tabus. Em São Paulo, principalmente, a gente se acha, torce o nariz, despreza a cultura que não se parece com a nossa. Não vejo mal nehum que a classe C goste de churrasco e forró. Cada vez mais, ela vai saber exigir uma churrasco e um forró de melhor qualidade. Assim como vai viajar melhor, vai frequentar melhor escolas, vai votar melhor." È bom que a elite de nariz empinado, sempre desconfiada do populacho, aprenda. Aprender, está ai uma boa idéia. Já que o assunto é educação, quem sabe pesquisas como esta do publicitário Paulo Stephan, não deixem na cabeça da gente uma intrigante reflexão? toda vez que se fala em educação no Brasil, automaticamente pensa-se nos mais pobres e mais carentes. È notável injustiça. Dá para notar que, aqui, os mais ricos, especialmente eles, meros ventríoloquos de "verdades" alheias, estão muito carentes de boa educação, de informação de qualidade e de maior conhecimento.
sexta-feira, 26 de novembro de 2010
A Guerra do Rio – A farsa e a geopolítica do crime
A Guerra do Rio – A farsa e a geopolítica do crime
José Cláudio Souza Alves
Seropédica, 25/11/2010
José Cláudio de Souza Alvez, é sociólogo, com doutorado na USP, professor da universidade rual do rio de janeiro, seropédica, RJ, autor do livro "dos barões ao extermínio - uma história de violência na baixada fluminense"
Nós que sabemos que o “inimigo é outro”, na expressão padilhesca, não podemos acreditar na farsa que a mídia e a estrutura de poder dominante no Rio querem nos empurrar.
Achar que as várias operações criminosas que vem se abatendo sobre a Região Metropolitana nos últimos dias, fazem parte de uma guerra entre o bem, representado pelas forças publicas de segurança, e o mal, personificado pelos traficantes, é ignorar que nem mesmo a ficção do Tropa de Elite 2 consegue sustentar tal versão.
O processo de reconfiguração da geopolítica do crime no Rio de Janeiro vem ocorrendo nos últimos 5 anos.
De um lado Milícias, aliadas a uma das facções criminosas, do outro a facção criminosa que agora reage à perda da hegemonia.
Exemplifico. Em Vigário Geral a polícia sempre atuou matando membros de uma facção criminosa e, assim, favorecendo a invasão da facção rival de Parada de Lucas. Há 4 anos, o mesmo processo se deu. Unificadas, as duas favelas se pacificaram pela ausência de disputas. Posteriormente, o líder da facção hegemônica foi assassinado pela Milícia. Hoje, a Milícia aluga as duas favelas para a facção criminosa hegemônica.
Processos semelhantes a estes foram ocorrendo em várias favelas. Sabemos que as milícias não interromperam o tráfico de drogas, apenas o incluíram na listas dos seus negócios juntamente com gato net, transporte clandestino, distribuição de terras, venda de bujões de gás, venda de voto e venda de “segurança”.
Sabemos igualmente que as UPPs não terminaram com o tráfico e sim com os conflitos. O tráfico passa a ser operado por outros grupos: milicianos, facção hegemônica ou mesmo a facção que agora tenta impedir sua derrocada, dependendo dos acordos.
Estes acordos passam por miríades de variáveis: grupos políticos hegemônicos na comunidade, acordos com associações de moradores, voto, montante de dinheiro destinado ao aparado que ocupa militarmente, etc.
Assim, ao invés de imitarmos a população estadunidense que deu apoio às tropas que invadiram o Iraque contra o inimigo Sadan Husein, e depois, viu a farsa da inexistência de nenhum dos motivos que levaram Bush a fazer tal atrocidade, devemos nos perguntar: qual é a verdadeira guerra que está ocorrendo?
Ela é simplesmente uma guerra pela hegemonia no cenário geopolítico do crime na Região Metropolitana do Rio de Janeiro.
As ações ocorrem no eixo ferroviário Central do Brasil e Leopoldina, expressão da compressão de uma das facções criminosas para fora da Zona Sul, que vem sendo saneada, ao menos na imagem, para as Olimpíadas.
Justificar massacres, como o de 2007, nas vésperas dos Jogos Pan Americanos, no complexo do Alemão, no qual ficou comprovada, pelo laudo da equipe da Secretaria Especial de Direitos Humanos da Presidência da República, a existência de várias execuções sumárias é apenas uma cortina de fumaça que nos faz sustentar uma guerra ao terror em nome de um terror maior ainda, porque oculto e hegemônico.
Ônibus e carros queimados, com pouquíssimas vítimas, são expressões simbólicas do desagrado da facção que perde sua hegemonia buscando um novo acordo, que permita sua sobrevivência, afinal, eles não querem destruir a relação com o mercado que o sustenta.
A farsa da operação de guerra e seus inevitáveis mortos, muitos dos quais sem qualquer envolvimento com os blocos que disputam a hegemonia do crime no tabuleiro geopolítico do Grande Rio, serve apenas para nos fazer acreditar que ausência de conflitos é igual à paz e ausência de crime, sem perceber que a hegemonização do crime pela aliança de grupos criminosos, muitos diretamente envolvidos com o aparato policial, como a CPI das Milícias provou, perpetua nossa eterna desgraça: a de acreditar que o mal são os outros.
Deixamos de fazer assim as velhas e relevantes perguntas: qual é a atual política de segurança do Rio de Janeiro que convive com milicianos, facções criminosas hegemônicas e área pacificadas que permanecem operando o crime? Quem são os nomes por trás de toda esta cortina de fumaça, que faturam alto com bilhões gerados pelo tráfico, roubo, outras formas de crime, controles milicianos de áreas, venda de votos e pacificações para as Olimpíadas? Quem está por trás da produção midiática, suportando as tropas da execução sumária de pobres em favelas distantes da Zona Sul? Até quando seremos tratados como estadunidenses suportando a tropa do bem na farsa de uma guerra, na qual já estamos há tanto tempo, que nos faz esquecer que ela tem outra finalidade e não a hegemonia no controle do mercado do crime no Rio de Janeiro?
Mas não se preocupem, quando restar o Iraque arrasado sempre surgirá o mercado financeiro, as empreiteiras e os grupos imobiliários a vender condomínios seguros nos Portos Maravilha da cidade.
Sempre sobrará a massa arrebanhada pela lógica da guerra ao terror, reduzida a baixos níveis de escolaridade e de renda que, somadas à classe média em desespero, elegerão seus algozes e o aplaudirão no desfile de 7 de setembro, quando o caveirão e o Bope passarem.
"CULTURA X CULTURA" ASS: Tiago Soares Wand Del Rey
Temos que fazer mais do que a ocupação da favela do complexo do alemão, a meu ver, precisamos de uma reestruturação da base educacional das escolas estaduais brasileiras. O Brasil não pode achar que com violência se resolve problemas culturais, porém com educação se combati "cultura x cultura". Digo que uma pessoa que nasce rico não necessariamente trilhará um bom caminho, em sua vida por morar em bons lugares e ter grande poder aquisitivo. Temos que melhorar as idéias das pessoas, precisamos de uma nova filosofia no país que não seja a de "ter dinheiro você tem felicidade a qualquer custo" temos que melhorar as condições terríveis que vivem as pessoas nas periferias no país. As pessoas tem que ter oportunidades, opções de esolhas para poderem pensar e ter uma vida digna. Todo mundo é capaz de chegar e ter condições de viver bem com família, mas para muitos essas chances acabam sendo poucas como vimos a vida que leva os moradores das favelas no Rio de Janeiro.
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