segunda-feira, 17 de março de 2014

E ESSE MERCADO LINGUÍSTICO COMO DIRIA PIERRE BOURDIEU ATÉ QUANDO ESTARÁ À VENDA?

Já há alguns dias estou vivenciando uma experiência que em pensamentos eu já sabia que iria gostar. Ser professor, sou professor da Escola Gomes Cardim, escola pública, apesar que ainda não em definitivo. Sou professor substituto. Hoje eu tenho uma realização pessoal alcançada, dar aula, mas mais do que isso, dar aula para alunos de escola pública, falo com muito orgulho, porque acho que são eles mesmos que mais precisam e quero se possível fazer com excelência o exercício dessa profissão.


 Pois quando me recordo do tempo que estudei, que também não tem tanto tempo assim, gostava muito principalmente dos professores. É claro que não precisamos ser hipócrita, talvez os alunos de escola pública não tenham essa mesma opinião, pois ser de escola pública já está subentendido pela nossa sociedade e principalmente pelos próprios alunos que "somos favelados" mas para essa "biopolítica" (guardem bem essa palavra) eu já tomei alguns antídotos, já li Bourdieu, Douglas Kellner, Baudrillard, Certeau, Lipovetsky, Stuart Hall, Antônio Negri, Michael Hardt dentre outros.


 Como diriam Antônio Negri e Michael Hardt mesmo fazendo as análises da pobreza extrema do nosso mundo, e se somassem as estatísticas, não chegaríamos ainda, a pobreza que não pode ser medida, a desigualdade sem fim, a desumanidade, a violência que é a verdadeira biopolítica. Falei isso só utilizando poucos autores, mas relacionando com um pai de família, junto com seu filho (ambos lavadores de carro) conversando eles me disseram confirmando: Tiago, a exclusão hoje é tão grande, que se um jovem vai procurar um emprego, mesmo o currículo sendo conferido de maneira correta, se o bairro onde ele mora for no subúrbio, ou melhor no morro, certamente ele será excluído.


 Bom, isso eu conversei hoje com o lavador de carro, agora e realmente esse preconceito, enraizado na nossa cultura, tive que concordar é uma desgraça. Senhores, esse mercado linguístico como diria Pierre Bourdieu, até quando estará à venda?

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

DIDI CRITICA PIADAS COM RELIGIÃO / WWW.YOUTUBE.COM







Boa Tarde leitores,


É interessante nós termos assuntos como esse na televisão aberta, apesar do horário ser um pouco tarde, o programa do "Na moral" pode notar um começo de ter políticas públicas de qualidade, vale lembrar que a televisão aberta é uma concessão, dessa forma ela é pública, deve sim prestar serviço para a população, o direito de fazer o bem para os cidadãos.

Esse dia, do Didi realmente eu não assisti, assim não posso falar muito, mas conseguir ver esse trecho pelo www.youtube.com, na verdade peguei das redes sociais, mais precisamente do "facebook" que aliás outra ferramenta pública, que usada com sabedoria, pode ser de grande utilidade.

Mas só para deixar minha opinião para vocês, concordo com o humorista, aliás é quase igual a opinião do também famoso humorista e muito consagrado o nosso querido chaves.

Um dia, chaves, pediu para a pop fazer uma voz, que lembrasse um gago, assim uma menina que gaguejava, enviou uma carta para o chaves, depois desse dia chaves nunca fez humor utilizando alguma deficiência humana, acho que temos tantas formas de fazer humor, porque querer explorar uma sequência de dificuldades de uma pessoa, expor isso a milhões de pessoas, não sei, acho que isso não é viável, precisamos ser mais inteligente, fazer isso de uma outra forma, fica a dica.


Por isso jovens, crianças, leitores de maneira geral, o que faz uma tecnologia ser ruim, com as piores intenções, são nós mesmos, é a própria nação.


 Dessa forma faço um alerta as crianças que só jogam vídeo games, só ficam no computador, só fazem as mesmas coisas sempre, só veem desenhos animados, nosso cérebro necessita de novos pensamentos, novas ideias, como diz o filósofo Mário Sérgio CortelLa, nós não somos uma tecnologia ou produto que nascemos prontos, somos seres humanos que estamos em formação, diga-se de passagem, sempre aprendendo.

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

"BRANCO SE VOCÊ SOUBESSE O VALOR QUE O PRETO TÊM" / WWW.YOUTUBE.COM

Boa Tarde Leitores,




Hoje é terça feira, um dia ensolarado aqui em Vitória -ES, bonito, assim como presente que a natureza nos deu quero aqui comentar sobre um outro presente, que gostei muito, passou no programa da Regina Casé, mais precisamente no "Esquenta" Regina está fazendo um programa popular, mas com um cunho muito interessante.


Exatamente isso que quero comentar, aliás fazia tempo que observava o programa dela, mas ainda não tinha sentido vontade de expor suas qualidades, é claro que precisamos avançar muito em educação para que assim todos nós possamos compreender o que se passa nas telas.


Mas queria então destacar no programa da Regina, a utilização da música Criolo - Que bloco é Esse, falando da história dos negros, tendo como participante importante o presidente do Ilê Aiyê Antônio Carlos dos Santos, o bloco surgiu em primeiro de novembro de 1974.


Vale lembrar que até então o negro só participava tocando no carnaval e nas alegorias, a conotação política não existia, assim resolveram criar um bloco só de negro, com essa consciência o bairro de Salvador, Liberdade, que tem o maior número de negros do Brasil começou a ganhar forma, a criação do movimento cresceu, ganhando força, ajudando na exaltação da cultura negra, passando assim, a ser o Brasil de verdade.

Vale ressaltar, qualquer pessoa precisa das suas raízes, para viver em paz, em sociedade, o cabelo duro do negro é sem dúvida uma de suas características, mas que deixamos claro, "branco se você soubesse o valor que o preto tem, tu tomava banho de piche, pra ficar negra também". Senhores, não podemos deixar morrer a nossa história por um preconceito patético, que só nos mostra como precisamos crescer, como futuros cidadãos. 


sexta-feira, 4 de outubro de 2013

6 BIENAL CAPIXABA DO LIVRO

 
 
 
 
 
 
 

 
 
 
 
 
 
 
 






TAXA DE ANALFABETISMO SOBE PELA PRIMEIRA VEZ SEGUNDO IBGE













Após 15 anos de queda contínua, a taxa de analfabetismo das pessoas de 15 anos ou mais de idade aumentou no Brasil. De acordo com os dados divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), nesta sexta-feira (26), o percentual foi de 8,6% para 8,7% entre 2011 e 2012, atingindo um contingente de 13,2 milhões de analfabetos no país. As maiores taxas de analfabetismo estão nos grupos com idade mais avançada.

O Nordeste continua liderando esse indicador e concentrava, em 2012, mais da metade do total de analfabetos de 15 anos ou mais de idade. A taxa chega a 17,4%, ante os 4,4% do Sul e os 4,8% do Sudeste, que têm os menores percentuais. O índice de analfabetismo por estado não foi divulgado pelo IBGE. Na Bahia, havia, em 2011, um total de 4,3 milhões de estudantes a partir dos 4 anos, sendo a maioria, quase 2,3 mi, entre 6 e 14 anos.