Eu compro logo sei que existo: as bases metafísicas do consumo moderno Colin Campbell
sexta-feira, 9 de setembro de 2011
Preço de passagem aérea vendida no Brasil é o mais baixo desde 2002 / WWW.MSN.COM.BR
Os preços das passagens aéreas vendidas no Brasil de julho de 2010 a junho de 2011 são os mais baixos da série histórica, iniciada em 2002, na comparação mês a mês com o ano anterior, o que mostra uma queda progressiva a cada um desses 12 meses. A informação foi divulgada hoje pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e faz parte do relatório de Yield Tarifa Aérea Doméstico.
Em junho de 2011, o Yield Tarifa Aérea Doméstico - valor médio que o passageiro paga para voar um quilômetro em território nacional - atingiu cerca de R$ 0,34, redução aproximada de 14,56% em relação ao mesmo mês do ano passado. Quando comparado com o valor aferido em julho de 2002, a redução chega a 47%.
A Tarifa Aérea Média - valor médio pago pelo passageiro por uma viagem aérea em território brasileiro - foi de R$ 271,37 em junho de 2011. Apesar de apresentar aumento de 1,97% em relação a junho de 2010, em relação a junho de 2002 o valor da tarifa aérea média caiu 33,40%.
Os valores são calculados com base nos dados das tarifas comercializadas pelas empresas aéreas, mensalmente registradas na Anac, e atualizados pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), o índice oficial da inflação. São considerados os dados dos bilhetes de passagem do transporte aéreo doméstico regular de passageiros, comercializados junto ao público em geral, independentemente de escalas ou conexões; e desconsiderados os bilhetes oferecidos gratuitamente, decorrentes de programas de fidelização (milhas), vinculados a pacotes turísticos ou a tarifas corporativas, tarifas diferenciadas oferecidas a empregados e tarifas diferenciadas de crianças.
Em junho de 2011, o Yield Tarifa Aérea Doméstico - valor médio que o passageiro paga para voar um quilômetro em território nacional - atingiu cerca de R$ 0,34, redução aproximada de 14,56% em relação ao mesmo mês do ano passado. Quando comparado com o valor aferido em julho de 2002, a redução chega a 47%.
A Tarifa Aérea Média - valor médio pago pelo passageiro por uma viagem aérea em território brasileiro - foi de R$ 271,37 em junho de 2011. Apesar de apresentar aumento de 1,97% em relação a junho de 2010, em relação a junho de 2002 o valor da tarifa aérea média caiu 33,40%.
Os valores são calculados com base nos dados das tarifas comercializadas pelas empresas aéreas, mensalmente registradas na Anac, e atualizados pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), o índice oficial da inflação. São considerados os dados dos bilhetes de passagem do transporte aéreo doméstico regular de passageiros, comercializados junto ao público em geral, independentemente de escalas ou conexões; e desconsiderados os bilhetes oferecidos gratuitamente, decorrentes de programas de fidelização (milhas), vinculados a pacotes turísticos ou a tarifas corporativas, tarifas diferenciadas oferecidas a empregados e tarifas diferenciadas de crianças.
Um exemplo de vida, menina negra pode ser a única encontrada com doença de envelhecimento precoce / WWW.UOL.COM.BR
Uma menina de 12 anos da África do Sul pode ser a única negra a ter a progéria, uma doença genética rara que acelera o processo de envelhecimento e não tem cura. Ontlametse Phalatse é considerada a primeira negra diagnosticada com a doença, de acordo com a Fundação de Pesquisa de Progéria. O fato fez com que a própria se autointitulasse "primeira dama".
"Eu me chamo de primeira dama porque sou a primeira negra a ser diagnosticada com a doença. Que outra criança negra você conhece com essa doença?", diz ela em entrevista à Associated Press.
Nem mesmo a diretora executiva da fundação pesquisa, Audrey Gordon, tem uma resposta certa para essa pergunta. Segundo Audrey, apenas duas africanas foram diagnosticadas e ambas vivem na África do Sul: Ontlametse e uma outra menina, de 5 anos, que é branca. Depois de uma pesquisa realizada pelo instituto, estima-se que o número de crianças com essa doença seja de 80, no entanto, nenhuma delas seria negra.
A mãe de Ontlametse, Bellon Phalatse, conta que a menina nasceu normal, mas logo passou a apresentar erupções no corpo. Antes de Ontlametse comemorar seu primeiro aniversário, seu cabelo estava caindo, as unhas não eram normais e havia os problemas de pele, relata a mãe.
"Estávamos indo para cima e para baixo para os médicos", afirma Bellon. Com o diagnóstico, o pai de Ontlametse deixou a família.
O dia a dia da garota é normal, na medida do possível. Ela diz ter dois amigos na escola primária Lorato, em Hebron, na África do Sul, cidade próxima à capital administrativa Pretória. "Mas nem todos os meus colegas de classe são gentis", diz ela.
Duas vezes ao ano ela vai aos Estados Unidos acompanhada da mãe para um atendimento especializado, onde têm acesso a medicamentos que ainda não estão disponíveis comercialmente.
Apesar de a maioria das crianças com progéria morrer entre 8 e 21 anos, Ontlametse faz planos para o futuro, entre eles ser "psicóloga".
"Eu gostaria de ser uma psicóloga porque poderia ajudar as pessoas a resolverem seus problemas, ajudá-las a se aceitarem do jeito que elas são, pois elas veriam que eu me aceito como sou", disse ela à AP.
Gordon afirma que houve significativos avanços na busca pela cura, sendo que em 2003 foi descoberto o gene responsável pela doença. Resta saber se a cura será encontrada a tempo de Ontlametse realizar seu sonho.
"Eu me chamo de primeira dama porque sou a primeira negra a ser diagnosticada com a doença. Que outra criança negra você conhece com essa doença?", diz ela em entrevista à Associated Press.
Nem mesmo a diretora executiva da fundação pesquisa, Audrey Gordon, tem uma resposta certa para essa pergunta. Segundo Audrey, apenas duas africanas foram diagnosticadas e ambas vivem na África do Sul: Ontlametse e uma outra menina, de 5 anos, que é branca. Depois de uma pesquisa realizada pelo instituto, estima-se que o número de crianças com essa doença seja de 80, no entanto, nenhuma delas seria negra.
A mãe de Ontlametse, Bellon Phalatse, conta que a menina nasceu normal, mas logo passou a apresentar erupções no corpo. Antes de Ontlametse comemorar seu primeiro aniversário, seu cabelo estava caindo, as unhas não eram normais e havia os problemas de pele, relata a mãe.
"Estávamos indo para cima e para baixo para os médicos", afirma Bellon. Com o diagnóstico, o pai de Ontlametse deixou a família.
O dia a dia da garota é normal, na medida do possível. Ela diz ter dois amigos na escola primária Lorato, em Hebron, na África do Sul, cidade próxima à capital administrativa Pretória. "Mas nem todos os meus colegas de classe são gentis", diz ela.
Duas vezes ao ano ela vai aos Estados Unidos acompanhada da mãe para um atendimento especializado, onde têm acesso a medicamentos que ainda não estão disponíveis comercialmente.
Apesar de a maioria das crianças com progéria morrer entre 8 e 21 anos, Ontlametse faz planos para o futuro, entre eles ser "psicóloga".
"Eu gostaria de ser uma psicóloga porque poderia ajudar as pessoas a resolverem seus problemas, ajudá-las a se aceitarem do jeito que elas são, pois elas veriam que eu me aceito como sou", disse ela à AP.
Gordon afirma que houve significativos avanços na busca pela cura, sendo que em 2003 foi descoberto o gene responsável pela doença. Resta saber se a cura será encontrada a tempo de Ontlametse realizar seu sonho.
domingo, 4 de setembro de 2011
Empresa utiliza Ex-traficante como símbolo do seu projeto / WWW.UOL.COM.BR
Quando decidiu se entregar ao perceber que, daquela vez, a polícia finalmente entraria para valer no Complexo do Alemão, Diego da Silva Santos, 26, o "Mister M", fez questão de escolher sua melhor camisa. "Falei assim: Pô, tenho que me entregar na moda, bonitão, com a roupa que eu mais gosto".
Veja mais imagens
Sua prisão teve grande repercussão no meio do noticiário da ocupação do Alemão, em novembro do ano passado, pois fora levado pessoalmente pela mãe, Nilza dos Santos, para a 6ª DP.
Usava uma camisa polo azul, da grife Reserva. Vários jornais estamparam sua foto, em que aparece bem vestido e sorrindo, o que foi interpretado como sinal de deboche.
"Sabe por que eu tava rindo? É que dois fotógrafos chegaram correndo na delegacia, e um tropeçou no outro. Daí todo mundo riu."
Paula Giolito/Folhapress
Ex-traficante Diego da Silva Santos, 26, o "Mister M"
Ele chegou à delegacia sem saber o que o esperava. Era suspeito de envolvimento no assassinato de Antônio Ferreira, o Tota, chefe do tráfico no Alemão até 2008. "Foi o Mister M que executou o Tota", diz o refrão de um funk do tipo "proibidão".
"Não sabia o que estava devendo na Justiça, mas decidi me entregar. Pensei: seja o que Deus quiser. E fui. O escrivão puxou minha ficha e falou que eu ia sair rapidinho. Eu perguntei: "vou sair rapidinho?" É. Não tem nada contra você não. Só uma associação [ao tráfico]."
Diego entrou para o crime aos 16 anos. Até os 25, idade que tinha ao se entregar, não saiu do Alemão nem uma vez. Comprava as roupas de grife que gostava por encomenda.
Antes de ingressar no tráfico, já havia abandonado a escola, e trabalhado de auxiliar numa van. Ganhava R$ 150 por semana, das seis da manhã às seis da tarde.
"Era estressante, e o dinheiro não dava pra nada. Voltava pra casa e via os caras com moto, tênis e roupa maneira. Era aquela a vida que eu queria."
Os traficantes lhe ofereceram os mesmos R$ 150 para carregar mochilas e fazer pequenos favores. Aceitou. A vantagem, diz ele, era não ter que sair do morro. Ainda não pegava em armas, mas foi ganhando a confiança.
Aos 18, assumiu a função de segurança do chefe do tráfico, passou a andar armado e a receber R$ 500 semanais. Além do dinheiro, a nova posição lhe trazia status. E mulheres.
"É uma das coisas que mais te prendem lá. Era muita mulher mesmo. Cada dia aparecia uma mais bonita, mais gostosa. Da Barra, da zona sul, de todo o Brasil. Conheci até uma italiana. Me faziam várias propostas. Falavam "vamos, vou te levar comigo. Você vai morar na minha casa. Tu é maneiro"."
A mãe sempre acreditou que ia tirá-lo do tráfico. A ponto de, um dia, ter preparado uma armadilha. Diego tinha acabado de almoçar, quando um amigo avisou que sua mãe lhe esperava no pé do morro.
"Cheguei lá e ela estava com um prato bonitão de macarrão. Mas eu tava já com a barriga cheiona. Só depois, na delegacia, ela me contou que tinha colocado uma parada para eu dormir. Imagina se eu como? Nem sei onde ia acordar", lembra ele, rindo. A mãe confirma.
"A gente ia jogar ele no carro e levar para minha casa. Quando acordasse, não iríamos deixar voltar para o morro", diz ela, que mudou-se para Olaria (zona norte) há quatro anos.
Dona Nilza criou sozinha nove filhos. Apenas Diego virou traficante. "Os outros irmãos brigavam muito, mas ele sempre foi tranquilo. Foi para o tráfico por vaidade."
José Júnior, coordenador da ONG AfroReggae, conheceu Diego há quatro anos. "Tem cara que nasceu para o crime. Não era o caso dele. Sempre quis trazê-lo para o AfroReggae. Quando se entregou, tive certeza de que seria nosso."
Diego deixou o presídio de Bangu 3 há duas semanas. Foi absolvido da acusação. Começou a trabalhar no AfroReggae, e terá uma posição de destaque em um novo projeto que a ONG articula com a grife Reserva, a da blusa azul que ele usava no dia em que foi preso.
A empresa lançará o selo AR. As roupas serão vendidas nas lojas da Reserva, e a renda revertida para o AfroReggae. Ele foi escolhido para ser o símbolo desta parceria. Será modelo. Uma baita reviravolta para quem, até então, só posara para fotógrafos dentro de uma delegacia de polícia.
REPERCUSSÃO
A foto de um traficante vestindo uma camiseta de sua marca, publicada nas páginas policiais, poderia ter gerado preocupação no diretor artístico da grife carioca Reserva, Rony Meisler.
Na época, poucos dias após a prisão de Diego, Meisler foi ouvido pela Folha a respeito da possível repercussão negativa na imagem da empresa. "Não achei nem bom nem ruim. A marca inspira desejo e qualquer um pode se identificar com ela", afirmou na época.
O que ele não imaginava é que justamente aquele jovem seria, nove meses após sua prisão, escolhido como símbolo de um dos projetos da grife, em parceria com o AfroReggae.
"Sei que muita gente vai olhar para isso e dizer que é um absurdo, que todo traficante tem mais é que morrer. Mas a verdade é que muito se conversa e pouco se faz para impedir que esses jovens voltem ao crime depois que saem da prisão. O AfroReggae faz um trabalho fundamental, e achei que, como carioca, tinha que ajudar."
Da troca de ideias com José Júnior, surgiu o projeto de lançar um selo que gerasse receita para a ONG. "O projeto não é específico para o Diego. O que queremos é gerar fundos para a reinserção social de muitos outros meninos como ele que são apoiados pelo AfroReggae."
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Sua prisão teve grande repercussão no meio do noticiário da ocupação do Alemão, em novembro do ano passado, pois fora levado pessoalmente pela mãe, Nilza dos Santos, para a 6ª DP.
Usava uma camisa polo azul, da grife Reserva. Vários jornais estamparam sua foto, em que aparece bem vestido e sorrindo, o que foi interpretado como sinal de deboche.
"Sabe por que eu tava rindo? É que dois fotógrafos chegaram correndo na delegacia, e um tropeçou no outro. Daí todo mundo riu."
Paula Giolito/Folhapress
Ex-traficante Diego da Silva Santos, 26, o "Mister M"
Ele chegou à delegacia sem saber o que o esperava. Era suspeito de envolvimento no assassinato de Antônio Ferreira, o Tota, chefe do tráfico no Alemão até 2008. "Foi o Mister M que executou o Tota", diz o refrão de um funk do tipo "proibidão".
"Não sabia o que estava devendo na Justiça, mas decidi me entregar. Pensei: seja o que Deus quiser. E fui. O escrivão puxou minha ficha e falou que eu ia sair rapidinho. Eu perguntei: "vou sair rapidinho?" É. Não tem nada contra você não. Só uma associação [ao tráfico]."
Diego entrou para o crime aos 16 anos. Até os 25, idade que tinha ao se entregar, não saiu do Alemão nem uma vez. Comprava as roupas de grife que gostava por encomenda.
Antes de ingressar no tráfico, já havia abandonado a escola, e trabalhado de auxiliar numa van. Ganhava R$ 150 por semana, das seis da manhã às seis da tarde.
"Era estressante, e o dinheiro não dava pra nada. Voltava pra casa e via os caras com moto, tênis e roupa maneira. Era aquela a vida que eu queria."
Os traficantes lhe ofereceram os mesmos R$ 150 para carregar mochilas e fazer pequenos favores. Aceitou. A vantagem, diz ele, era não ter que sair do morro. Ainda não pegava em armas, mas foi ganhando a confiança.
Aos 18, assumiu a função de segurança do chefe do tráfico, passou a andar armado e a receber R$ 500 semanais. Além do dinheiro, a nova posição lhe trazia status. E mulheres.
"É uma das coisas que mais te prendem lá. Era muita mulher mesmo. Cada dia aparecia uma mais bonita, mais gostosa. Da Barra, da zona sul, de todo o Brasil. Conheci até uma italiana. Me faziam várias propostas. Falavam "vamos, vou te levar comigo. Você vai morar na minha casa. Tu é maneiro"."
A mãe sempre acreditou que ia tirá-lo do tráfico. A ponto de, um dia, ter preparado uma armadilha. Diego tinha acabado de almoçar, quando um amigo avisou que sua mãe lhe esperava no pé do morro.
"Cheguei lá e ela estava com um prato bonitão de macarrão. Mas eu tava já com a barriga cheiona. Só depois, na delegacia, ela me contou que tinha colocado uma parada para eu dormir. Imagina se eu como? Nem sei onde ia acordar", lembra ele, rindo. A mãe confirma.
"A gente ia jogar ele no carro e levar para minha casa. Quando acordasse, não iríamos deixar voltar para o morro", diz ela, que mudou-se para Olaria (zona norte) há quatro anos.
Dona Nilza criou sozinha nove filhos. Apenas Diego virou traficante. "Os outros irmãos brigavam muito, mas ele sempre foi tranquilo. Foi para o tráfico por vaidade."
José Júnior, coordenador da ONG AfroReggae, conheceu Diego há quatro anos. "Tem cara que nasceu para o crime. Não era o caso dele. Sempre quis trazê-lo para o AfroReggae. Quando se entregou, tive certeza de que seria nosso."
Diego deixou o presídio de Bangu 3 há duas semanas. Foi absolvido da acusação. Começou a trabalhar no AfroReggae, e terá uma posição de destaque em um novo projeto que a ONG articula com a grife Reserva, a da blusa azul que ele usava no dia em que foi preso.
A empresa lançará o selo AR. As roupas serão vendidas nas lojas da Reserva, e a renda revertida para o AfroReggae. Ele foi escolhido para ser o símbolo desta parceria. Será modelo. Uma baita reviravolta para quem, até então, só posara para fotógrafos dentro de uma delegacia de polícia.
REPERCUSSÃO
A foto de um traficante vestindo uma camiseta de sua marca, publicada nas páginas policiais, poderia ter gerado preocupação no diretor artístico da grife carioca Reserva, Rony Meisler.
Na época, poucos dias após a prisão de Diego, Meisler foi ouvido pela Folha a respeito da possível repercussão negativa na imagem da empresa. "Não achei nem bom nem ruim. A marca inspira desejo e qualquer um pode se identificar com ela", afirmou na época.
O que ele não imaginava é que justamente aquele jovem seria, nove meses após sua prisão, escolhido como símbolo de um dos projetos da grife, em parceria com o AfroReggae.
"Sei que muita gente vai olhar para isso e dizer que é um absurdo, que todo traficante tem mais é que morrer. Mas a verdade é que muito se conversa e pouco se faz para impedir que esses jovens voltem ao crime depois que saem da prisão. O AfroReggae faz um trabalho fundamental, e achei que, como carioca, tinha que ajudar."
Da troca de ideias com José Júnior, surgiu o projeto de lançar um selo que gerasse receita para a ONG. "O projeto não é específico para o Diego. O que queremos é gerar fundos para a reinserção social de muitos outros meninos como ele que são apoiados pelo AfroReggae."
sábado, 3 de setembro de 2011
Ministros do PT defendem regulação da mídia / WWW.UOL.COM.BR
O PT deve defender uma regulação da mídia no Brasil com especificações sobre direito de resposta e devido processo legal em casos de injúria e difamação.
A petistas, Dilma diz que combate à corrupção é "obrigação"
Em sua primeira participação como presidente da República em um congresso do PT, Dilma Rousseff afirmou na sexta-feira (2) que o combate à corrupção em seu governo não é uma meta, mas sim uma obrigação.
Nos primeiros oito meses no Palácio do Planalto, ela perdeu três ministros por conta de suspeitas de corrupção e demitiu dezenas de servidores de escalões mais baixos pelo mesmo motivo.
É essa a avaliação feita neste sábado (3), segundo dia de debates do 4º Congresso do partido, pelos ministros Ideli Salvatti (Relações Institucionais) e Gilberto Carvalho (Secretaria-Geral), que trabalham diariamente no Palácio do Planalto com a presidente Dilma Rousseff.
O encontro petista, aberto por Dilma e pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na sexta-feira (2), deve contar com a aprovação de uma resolução pela regulamentação da mídia no Brasil, que tem sido criticado pela oposição e entidades do ramo. Eles argumentam que a medida pode prejudicar a liberdade de expressão.
Os petistas argumentam que há concentração de poder, por meio da propriedade cruzada de meios de comunicação.
"É bom para o jornalismo, é bom para as empresas", disse Carvalho, um dos principais homens de confiança de Lula no governo Dilma.
"Não é justo que se classifique de autoritarismo a atitude de um partido de discutir algo que já existe em vários outros países." Para o secretário-geral, as críticas ao Palácio do Planalto desde 2003 deveriam demonstrar o compromisso da legenda com a liberdade de expressão.
Ideli criticou a falta de regulamentação da mídia por ser ela um setor econômico como qualquer outro. "Em todos os ramos existe regulamentação, menos na mídia. Por que não?", questionou.
"A liberdade de imprensa é um valor caro ao PT, mas é necessário coibir excessos." O congresso petista deu forte demonstração de apoio na sexta-feira ao ex-ministro e deputado cassado José Dirceu, que acusou a revista "Veja" de tentar invadir seu quarto de hotel em Brasília.
Setores à esquerda e minoritários do PT historicamente defendem a estatização de veículos de comunicação. "Não se trata disso", afirmou Carvalho. "Queremos melhorar os padrões da nossa imprensa com uma regulamentação que preserve a liberdade de expressão."
A petistas, Dilma diz que combate à corrupção é "obrigação"
Em sua primeira participação como presidente da República em um congresso do PT, Dilma Rousseff afirmou na sexta-feira (2) que o combate à corrupção em seu governo não é uma meta, mas sim uma obrigação.
Nos primeiros oito meses no Palácio do Planalto, ela perdeu três ministros por conta de suspeitas de corrupção e demitiu dezenas de servidores de escalões mais baixos pelo mesmo motivo.
É essa a avaliação feita neste sábado (3), segundo dia de debates do 4º Congresso do partido, pelos ministros Ideli Salvatti (Relações Institucionais) e Gilberto Carvalho (Secretaria-Geral), que trabalham diariamente no Palácio do Planalto com a presidente Dilma Rousseff.
O encontro petista, aberto por Dilma e pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na sexta-feira (2), deve contar com a aprovação de uma resolução pela regulamentação da mídia no Brasil, que tem sido criticado pela oposição e entidades do ramo. Eles argumentam que a medida pode prejudicar a liberdade de expressão.
Os petistas argumentam que há concentração de poder, por meio da propriedade cruzada de meios de comunicação.
"É bom para o jornalismo, é bom para as empresas", disse Carvalho, um dos principais homens de confiança de Lula no governo Dilma.
"Não é justo que se classifique de autoritarismo a atitude de um partido de discutir algo que já existe em vários outros países." Para o secretário-geral, as críticas ao Palácio do Planalto desde 2003 deveriam demonstrar o compromisso da legenda com a liberdade de expressão.
Ideli criticou a falta de regulamentação da mídia por ser ela um setor econômico como qualquer outro. "Em todos os ramos existe regulamentação, menos na mídia. Por que não?", questionou.
"A liberdade de imprensa é um valor caro ao PT, mas é necessário coibir excessos." O congresso petista deu forte demonstração de apoio na sexta-feira ao ex-ministro e deputado cassado José Dirceu, que acusou a revista "Veja" de tentar invadir seu quarto de hotel em Brasília.
Setores à esquerda e minoritários do PT historicamente defendem a estatização de veículos de comunicação. "Não se trata disso", afirmou Carvalho. "Queremos melhorar os padrões da nossa imprensa com uma regulamentação que preserve a liberdade de expressão."
quinta-feira, 1 de setembro de 2011
País terá 77 novos shopping até 2013 / HTTP://VEJA.ABRIL.COM.BR
A expectativa é de que sejam inaugurados 77 shopping centers no Brasil entre 2011 e 2013, segundo estudo realizado pela consultoria imobiliária CB Richard Ellis. Desse total, 29 devem abrir as portas ainda neste ano, 35 no próximo ano e 13 em 2013. Os novos empreendimentos equivalem a uma área bruta locável (ABL) total de 2,31 milhões de metros quadrados. Hoje existem 416 shoppings em operação no País, com ABL total de 9,73 milhões de metros quadrados.
O estudo também identificou outros 19 novos empreendimentos que já foram anunciados, mas ainda estão sem previsão de início de obras. Esses shoppings somariam mais 400 mil metros quadrados de ABL ao estoque. Além disso, estão em curso 27 expansões que devem acrescentar 225 mil metros quadrados em ABL ao setor, além de outras 17 expansões que foram anunciadas, mas ainda não têm prazo para início.
Conforme o levantamento da CB Richards, cerca de 60% do estoque da ABL existente se encontra na Região Sudeste, 15% na Região Sul, 14% no Nordeste, 8% no Centro-Oeste e 3% na Região Norte. Essa configuração, de acordo com a consultoria, não mudará muito mesmo com as inaugurações previstas para os próximos anos. A maior parte dos novos empreendimentos continuará concentrada na Região Sudeste (60,1%), seguida pelas Regiões Sul (13,1%), Nordeste (13%), Norte (8,8%) e Centro-Oeste (5%).
Interiorização -- A pesquisa confirma também a tendência de interiorização no Sul e Sudeste, sendo que 31 dos 61 novos empreendimentos previstos para as duas regiões serão inaugurados em cidades do interior ou litoral. Em sua maioria, esses municípios registram renda per capita acima de R$ 15 mil e população entre 100 mil e 600 mil habitantes.
Em um intervalo maior, o levantamento mostra que entre 2011 a 2015 o País deve atingir um volume histórico de inaugurações para um período de cinco anos.
O estudo também identificou outros 19 novos empreendimentos que já foram anunciados, mas ainda estão sem previsão de início de obras. Esses shoppings somariam mais 400 mil metros quadrados de ABL ao estoque. Além disso, estão em curso 27 expansões que devem acrescentar 225 mil metros quadrados em ABL ao setor, além de outras 17 expansões que foram anunciadas, mas ainda não têm prazo para início.
Conforme o levantamento da CB Richards, cerca de 60% do estoque da ABL existente se encontra na Região Sudeste, 15% na Região Sul, 14% no Nordeste, 8% no Centro-Oeste e 3% na Região Norte. Essa configuração, de acordo com a consultoria, não mudará muito mesmo com as inaugurações previstas para os próximos anos. A maior parte dos novos empreendimentos continuará concentrada na Região Sudeste (60,1%), seguida pelas Regiões Sul (13,1%), Nordeste (13%), Norte (8,8%) e Centro-Oeste (5%).
Interiorização -- A pesquisa confirma também a tendência de interiorização no Sul e Sudeste, sendo que 31 dos 61 novos empreendimentos previstos para as duas regiões serão inaugurados em cidades do interior ou litoral. Em sua maioria, esses municípios registram renda per capita acima de R$ 15 mil e população entre 100 mil e 600 mil habitantes.
Em um intervalo maior, o levantamento mostra que entre 2011 a 2015 o País deve atingir um volume histórico de inaugurações para um período de cinco anos.
Ex presidiário da "a virada da sua vida" depois de ver o filme "O segredo" / WWW.UOL.COM.BR
Rogimar Rios, 35, queria abrir um negócio, mas tinha R$ 700 na conta bancária.
Para conseguir os R$ 30 mil necessários para montar uma loja do setor moveleiro, no qual atuava como vendedor, ele fez um planejamento detalhado de tudo o que queria. Com o plano em mãos, conseguiu convencer os gerentes com os quais trabalhava a serem seus sócios.
A loja começou a operar no fim de 2008 -- depois dela, os empresários abriram mais quatro unidades. Mas, diante de desentendimentos, Rios decidiu seguir sozinho. Vendeu sua parte e adquiriu, no ano passado, uma franquia da Todeschini, do setor moveleiro.
"Meus R$ 700 viraram quase R$ 1 milhão", diz.
Fazer seus reais se multiplicarem não foi a única façanha do empresário.
Em 2002, em uma única semana, conta, Rios perdeu a noiva e o emprego e assistiu à separação da mãe. "Não sabia como lidar com aquilo, parecia que nada fazia sentido e fui roubar", conta.
Tentou assaltar um executivo, mas foi pego antes de executar o plano, ainda em 2002.
Após quase dois anos preso, o empresário foi morar com o pai e começou a vender temperos na rua. "Percebi que tinha condições de trabalhar com pessoas."
Cinco meses depois, passou a trabalhar como ajudante em uma loja de portão automático, ganhando um salário mínimo.
"Não conseguia nem me divertir, o que eu ganhava só dava para ir a lanchonetes comer com minha esposa, e isso me revoltava."
Insatisfeito, Rios conta que deu "a grande virada" quando comprou o DVD do livro "O Segredo", em 2004. "Quando eu assisti àquele vídeo, não tive ideia da mudança que causaria na minha vida e pensei: 'vou dominar o mundo'."
INSISTÊNCIA
A partir dessa experiência, o empresário decidiu que caberia a ele mudar a situação na qual se encontrava. Soube de um processo de seleção para ser vendedor em loja de móveis. Mandou um currículo por dia. "Até que recebi um e-mail do RH dizendo que bastava apenas um currículo -- tive a certeza de que receberam."
Mesmo sem ensino médio completo, Rios passou no processo, no qual concorreram 120 candidatos, diz ele. "Foi por insistência [que fui aprovado]."
Antes de abrir o negócio, Rios trabalhou por mais de dois anos como vendedor. "Recebi muitas críticas, ficava chateado e não vendia", afirma.
Mas decidiu "cuidar melhor do lado emocional": vendeu mais e tornou-se subgerente de duas lojas da rede em que trabalhava.
Hoje, sua empresa conta com cerca de 30 funcionários.
Para conseguir os R$ 30 mil necessários para montar uma loja do setor moveleiro, no qual atuava como vendedor, ele fez um planejamento detalhado de tudo o que queria. Com o plano em mãos, conseguiu convencer os gerentes com os quais trabalhava a serem seus sócios.
A loja começou a operar no fim de 2008 -- depois dela, os empresários abriram mais quatro unidades. Mas, diante de desentendimentos, Rios decidiu seguir sozinho. Vendeu sua parte e adquiriu, no ano passado, uma franquia da Todeschini, do setor moveleiro.
"Meus R$ 700 viraram quase R$ 1 milhão", diz.
Fazer seus reais se multiplicarem não foi a única façanha do empresário.
Em 2002, em uma única semana, conta, Rios perdeu a noiva e o emprego e assistiu à separação da mãe. "Não sabia como lidar com aquilo, parecia que nada fazia sentido e fui roubar", conta.
Tentou assaltar um executivo, mas foi pego antes de executar o plano, ainda em 2002.
Após quase dois anos preso, o empresário foi morar com o pai e começou a vender temperos na rua. "Percebi que tinha condições de trabalhar com pessoas."
Cinco meses depois, passou a trabalhar como ajudante em uma loja de portão automático, ganhando um salário mínimo.
"Não conseguia nem me divertir, o que eu ganhava só dava para ir a lanchonetes comer com minha esposa, e isso me revoltava."
Insatisfeito, Rios conta que deu "a grande virada" quando comprou o DVD do livro "O Segredo", em 2004. "Quando eu assisti àquele vídeo, não tive ideia da mudança que causaria na minha vida e pensei: 'vou dominar o mundo'."
INSISTÊNCIA
A partir dessa experiência, o empresário decidiu que caberia a ele mudar a situação na qual se encontrava. Soube de um processo de seleção para ser vendedor em loja de móveis. Mandou um currículo por dia. "Até que recebi um e-mail do RH dizendo que bastava apenas um currículo -- tive a certeza de que receberam."
Mesmo sem ensino médio completo, Rios passou no processo, no qual concorreram 120 candidatos, diz ele. "Foi por insistência [que fui aprovado]."
Antes de abrir o negócio, Rios trabalhou por mais de dois anos como vendedor. "Recebi muitas críticas, ficava chateado e não vendia", afirma.
Mas decidiu "cuidar melhor do lado emocional": vendeu mais e tornou-se subgerente de duas lojas da rede em que trabalhava.
Hoje, sua empresa conta com cerca de 30 funcionários.
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