Fabricantes de brinquedos transformam as moedas em bolsos de crianças em uma poderosa fonte de receita no mercado europeu. A aposta para enfrentar a timidez das vendas na região é focar os produtos de baixo valor, entre £ 1 e £ 2.
O segmento é chamado de "pocket money market" (mercado do dinheiro de bolso), de acordo com reportagem do "Guardian", e se utiliza de uma velha estratégia para conquistar a atenção das crianças: a curiosidade.
Com embalagens "cegas", não é possível saber qual modelo será adquirido. A tática ganhou destaque depois que os bonecos individuais da Lego, lançados no ano passado, registraram bom desempenho de vendas. O mercado do dinheiro de bolso, segundo a consultoria NPD, registrou crescimento de 12% nos três primeiros meses no Reino Unido, enquanto o segmento de brinquedos tradicionais ficou estagnado. Os produtos de até US$ 2 já representam 20% do setor.
Os números chamam a atenção de concorrentes. A fabricante Hasbro já lançou uma linha e a Playmobil começa a vender pacotes por £ 1,99 a partir de amanhã.
Eu compro logo sei que existo: as bases metafísicas do consumo moderno Colin Campbell
quarta-feira, 24 de agosto de 2011
terça-feira, 23 de agosto de 2011
A importância de se renovar a alimentação para a criançada / FOLHA DE SÃO PAULO
Ultrapassar velhas preferências, variando sabores, significa melhorar a qualidade da alimentação e mandar novos estímulos para o cérebro
A CRIANÇA DEVE PROVAR VÁRIAS VEZES O MESMO ALIMENTO PREPARADO DE JEITOS DIFERENTES
JULIANA VINES
DE SÃO PAULO
Qualquer um que provar um pedaço de jiló sentirá o amargo em alguns milissegundos. Muitos rejeitarão esse sabor, o que é uma pena.
A ciência pesquisa o tema, mas não se sabe ao certo o que faz alguém gostar ou desgostar de certos alimentos.
"Há uma nuvem de fatores que envolvem a degustação", diz o neurofisiologista brasileiro Ivan Eid de Araújo. Existem os fatores biológicos -como os receptores gustativos da língua, o olfato e até a temperatura do alimento-, mas também os genéticos, pouco conhecidos, e os socioculturais, muito variáveis.
"A quantidade de influências extraorais é enorme. Crianças que comem com a família várias vezes por semana, por exemplo, se alimentam melhor", diz o especialista, que é pesquisador na Universidade Yale (EUA).
Para complicar, o jeito que cada um processa um gosto é influenciado por sensações psicológicas e físicas de prazer. "Alguns alimentos ativam regiões ligadas à sensação de bem-estar. Quanto mais energética for a comida, mais sentimos prazer. É uma questão biológica, para garantir nossa sobrevivência", afirma o neuropsicólogo Paulo Jannuzzi Cunha, do Hospital das Clínicas de SP.
Sobre o prazer psicológico, a lógica é simples: preferimos alimentos ligados a memórias positivas. E é aí que o sabor doce sai ganhando: além de ser energético, quase sempre traz boas lembranças.
Se não há certeza sobre o porquê das preferências, uma coisa é certa: quanto mais sabores tem uma dieta, melhor.
"Gostos diferentes significam nutrientes diferentes. Frutas cítricas têm esse sabor por causa do ácido ascórbico", explica a nutricionista Cláudia Lobo, autora de "Comida de Criança" (MG Editores, 248 págs., R$ 69,90).
Proteínas e minerais também têm gostos próprios.
EXERCITE A LÍNGUA
A variedade é boa não só para o corpo. Cada gosto ativa grupos de receptores específicos na língua e em regiões cerebrais distintas.
Degustar o amargo, o doce e o azedo é uma boa maneira de exercitar o cérebro, segundo a pesquisadora espanhola Ana San Gabriel, que estuda a fisiologia do sabor."É parecido com falar diferente línguas ou ver diferentes cores."
San Gabriel é coordenadora do Centro de Informação do Umami, organização internacional que divulga o quinto gosto reconhecido pela ciência (além de doce, salgado, azedo e amargo).
O gosto umami (que quer dizer "saboroso" em japonês) foi reconhecido como tal no começo dos anos 2000. A descoberta, porém, foi feita há mais de cem anos por um japonês que ficou intrigado com o sabor único de uma sopa de algas, diferente de tudo que ele conhecia. Ele começou a pesquisar e descobriu a molécula responsável por aquele gosto.
Hoje, o umami é definido como o gosto de aminoácidos tipo glutamato, presente em proteínas. Está entre o salgado e o doce, mas permanece por mais tempo na boca.
O queijo parmesão curado tem alta concentração de umami, presente também em cogumelos, carnes e legumes.
Para Ricardo Maranhão, professor de história da gastronomia da Universidade Anhembi Morumbi, apesar de o umami ser pouco reconhecido, é popular. "A comida brasileira tem muito desse gosto. Feijão com carnes embutidas, por exemplo."
Além do umami "in natura", há produtos industrializados que ganham esse sabor a partir da adição de glutamato monossódico. A substância está presente no trio ketchup, salsicha e macarrão instantâneo, unanimidade entre as crianças, coitadas.
EDUCAÇÃO DE GOSTO
Contra essa armadilha do "saboroso" é preciso treinar o paladar infantil. Não é verdade que as crianças são mais frescas do que os adultos para comer, o que acontece é que elas são mal acostumadas com o mais fácil.
"Os primeiros alimentos são adocicados. Leite da mãe, mamadeiras preparadas com farinhas, papinhas de frutas aguadas e doces", diz a nutricionista Cláudia Lobo.
Perder o costume é difícil. Uma forma é fazer com que a criança prove de oito a 12 vezes um mesmo alimento preparado de formas diferentes: cozido, grelhado, assado. Só assim ela poderá dizer se gosta ou não do sabor. "Se fizermos isso, a minoria dos alimentos será rejeitada."
Se há resistência a algum sabor, mesmo depois de adulto vale usar o velho truque de enfeitar a comida (um bolinho de espinafre), abusar de temperos naturais e se aproveitar de industrializados que deixam a comida mais gostosa e não são tão vilões.
"Não vejo problemas no uso de temperos prontos, maionese ou ketchup, se for para melhorar a variedade da dieta", diz a nutricionista Carolina Godoy.
Pessoas mais velhas ou pacientes de quimioterapia podem perder o prazer pela comida. Isso acontece porque as papilas gustativas deixam de se renovar com a frequência ideal.
Para essas pessoas, conhecer o sabor umami pode ser útil. A nutricionista Ilana Elman, em sua tese de doutorado, constatou que crianças com dificuldades alimentares são sensíveis ao quinto gosto e aceitam melhor a comida com esse sabor, industrializada ou não.
Mas o uso exagerado de realçadores de gosto esconde o alimento e causa dependência, alerta a bioquímica e nutricionista Lucyanna Kalluf. "A pessoa pode só gostar de comer brócolis se for com tempero artificial."
Para Elman, os industrializados já fazem parte da dieta e esse é um caminho sem volta, viciamos no sabor e na facilidade. Para as crianças, ela recomenda o preparo mais caseiro de pratos considerados "trash food", como hambúrguer ou nuggets.
AMARGO
Sabor que remete a venenos e remédios, pouco apreciado. É diferente do picante, que também é sentido na língua, mas não é considerado um sabor por não ser reconhecido por nenhum receptor gustativo
ÁCIDO
Presente nas frutas cítricas, que têm ácido ascórbico (vitamina C). O gosto também está em vinagres e alimentos industrializados com substâncias acidulantes, como balas
UMAMI
Último gosto reconhecido cientificamente, é o sabor das proteínas. Está presente em alimentos que têm aminoácidos, como o feijão
DOCE
Relacionado à energia, está em carboidratos integrais (cereais e grãos), refinados (açúcar) e frutas. Alimentos mais doces têm maior afinidade com os receptores das papilas gustativas
SALGADO
O sabor vem dos sais minerais, incluindo o cloreto de sódio (sal de cozinha), que são importantes para o equilíbrio dos líquidos do corpo
A CRIANÇA DEVE PROVAR VÁRIAS VEZES O MESMO ALIMENTO PREPARADO DE JEITOS DIFERENTES
JULIANA VINES
DE SÃO PAULO
Qualquer um que provar um pedaço de jiló sentirá o amargo em alguns milissegundos. Muitos rejeitarão esse sabor, o que é uma pena.
A ciência pesquisa o tema, mas não se sabe ao certo o que faz alguém gostar ou desgostar de certos alimentos.
"Há uma nuvem de fatores que envolvem a degustação", diz o neurofisiologista brasileiro Ivan Eid de Araújo. Existem os fatores biológicos -como os receptores gustativos da língua, o olfato e até a temperatura do alimento-, mas também os genéticos, pouco conhecidos, e os socioculturais, muito variáveis.
"A quantidade de influências extraorais é enorme. Crianças que comem com a família várias vezes por semana, por exemplo, se alimentam melhor", diz o especialista, que é pesquisador na Universidade Yale (EUA).
Para complicar, o jeito que cada um processa um gosto é influenciado por sensações psicológicas e físicas de prazer. "Alguns alimentos ativam regiões ligadas à sensação de bem-estar. Quanto mais energética for a comida, mais sentimos prazer. É uma questão biológica, para garantir nossa sobrevivência", afirma o neuropsicólogo Paulo Jannuzzi Cunha, do Hospital das Clínicas de SP.
Sobre o prazer psicológico, a lógica é simples: preferimos alimentos ligados a memórias positivas. E é aí que o sabor doce sai ganhando: além de ser energético, quase sempre traz boas lembranças.
Se não há certeza sobre o porquê das preferências, uma coisa é certa: quanto mais sabores tem uma dieta, melhor.
"Gostos diferentes significam nutrientes diferentes. Frutas cítricas têm esse sabor por causa do ácido ascórbico", explica a nutricionista Cláudia Lobo, autora de "Comida de Criança" (MG Editores, 248 págs., R$ 69,90).
Proteínas e minerais também têm gostos próprios.
EXERCITE A LÍNGUA
A variedade é boa não só para o corpo. Cada gosto ativa grupos de receptores específicos na língua e em regiões cerebrais distintas.
Degustar o amargo, o doce e o azedo é uma boa maneira de exercitar o cérebro, segundo a pesquisadora espanhola Ana San Gabriel, que estuda a fisiologia do sabor."É parecido com falar diferente línguas ou ver diferentes cores."
San Gabriel é coordenadora do Centro de Informação do Umami, organização internacional que divulga o quinto gosto reconhecido pela ciência (além de doce, salgado, azedo e amargo).
O gosto umami (que quer dizer "saboroso" em japonês) foi reconhecido como tal no começo dos anos 2000. A descoberta, porém, foi feita há mais de cem anos por um japonês que ficou intrigado com o sabor único de uma sopa de algas, diferente de tudo que ele conhecia. Ele começou a pesquisar e descobriu a molécula responsável por aquele gosto.
Hoje, o umami é definido como o gosto de aminoácidos tipo glutamato, presente em proteínas. Está entre o salgado e o doce, mas permanece por mais tempo na boca.
O queijo parmesão curado tem alta concentração de umami, presente também em cogumelos, carnes e legumes.
Para Ricardo Maranhão, professor de história da gastronomia da Universidade Anhembi Morumbi, apesar de o umami ser pouco reconhecido, é popular. "A comida brasileira tem muito desse gosto. Feijão com carnes embutidas, por exemplo."
Além do umami "in natura", há produtos industrializados que ganham esse sabor a partir da adição de glutamato monossódico. A substância está presente no trio ketchup, salsicha e macarrão instantâneo, unanimidade entre as crianças, coitadas.
EDUCAÇÃO DE GOSTO
Contra essa armadilha do "saboroso" é preciso treinar o paladar infantil. Não é verdade que as crianças são mais frescas do que os adultos para comer, o que acontece é que elas são mal acostumadas com o mais fácil.
"Os primeiros alimentos são adocicados. Leite da mãe, mamadeiras preparadas com farinhas, papinhas de frutas aguadas e doces", diz a nutricionista Cláudia Lobo.
Perder o costume é difícil. Uma forma é fazer com que a criança prove de oito a 12 vezes um mesmo alimento preparado de formas diferentes: cozido, grelhado, assado. Só assim ela poderá dizer se gosta ou não do sabor. "Se fizermos isso, a minoria dos alimentos será rejeitada."
Se há resistência a algum sabor, mesmo depois de adulto vale usar o velho truque de enfeitar a comida (um bolinho de espinafre), abusar de temperos naturais e se aproveitar de industrializados que deixam a comida mais gostosa e não são tão vilões.
"Não vejo problemas no uso de temperos prontos, maionese ou ketchup, se for para melhorar a variedade da dieta", diz a nutricionista Carolina Godoy.
Pessoas mais velhas ou pacientes de quimioterapia podem perder o prazer pela comida. Isso acontece porque as papilas gustativas deixam de se renovar com a frequência ideal.
Para essas pessoas, conhecer o sabor umami pode ser útil. A nutricionista Ilana Elman, em sua tese de doutorado, constatou que crianças com dificuldades alimentares são sensíveis ao quinto gosto e aceitam melhor a comida com esse sabor, industrializada ou não.
Mas o uso exagerado de realçadores de gosto esconde o alimento e causa dependência, alerta a bioquímica e nutricionista Lucyanna Kalluf. "A pessoa pode só gostar de comer brócolis se for com tempero artificial."
Para Elman, os industrializados já fazem parte da dieta e esse é um caminho sem volta, viciamos no sabor e na facilidade. Para as crianças, ela recomenda o preparo mais caseiro de pratos considerados "trash food", como hambúrguer ou nuggets.
AMARGO
Sabor que remete a venenos e remédios, pouco apreciado. É diferente do picante, que também é sentido na língua, mas não é considerado um sabor por não ser reconhecido por nenhum receptor gustativo
ÁCIDO
Presente nas frutas cítricas, que têm ácido ascórbico (vitamina C). O gosto também está em vinagres e alimentos industrializados com substâncias acidulantes, como balas
UMAMI
Último gosto reconhecido cientificamente, é o sabor das proteínas. Está presente em alimentos que têm aminoácidos, como o feijão
DOCE
Relacionado à energia, está em carboidratos integrais (cereais e grãos), refinados (açúcar) e frutas. Alimentos mais doces têm maior afinidade com os receptores das papilas gustativas
SALGADO
O sabor vem dos sais minerais, incluindo o cloreto de sódio (sal de cozinha), que são importantes para o equilíbrio dos líquidos do corpo
segunda-feira, 22 de agosto de 2011
Obama vendeu 350 mil, a maior tiragem nos EUA de quadrinhos / FOLHA DE SÃO PAULO
Personagem em gibis, Obama agora tem de enfrentar o vilão da recessão
A pedido da Folha, ilustrador Pedro Vergani desenha batalha entre presidente e a crise
DIOGO BERCITO
DE SÃO PAULO
Barack Obama, presidente dos EUA, é um zumbi. É também, eventualmente, um guerreiro bárbaro ao estilo de Conan. Aliou-se ao Homem-Aranha e não resistiu a um milkshake com Sarah Palin.
Desde a época da candidatura, Obama tem aparecido nos quadrinhos enfrentando de alienígenas a selvagens.
Talvez nenhum desses desafios seja tão difícil quanto o encomendado pela Folha ao ilustrador Pedro Vergani, 23: vencer a crise econômica.
Os vilões dessa história poderiam se chamar Teto da Dívida ou Duplo Mergulho. Nenhum tão vilipendioso quanto o temido... Recessssssão.
Não é de hoje que presidentes dos EUA são personagens de gibis. Richard Nixon (1913-1994), por exemplo, contracenou com o Quarteto Fantástico e o Incrível Hulk.
O próprio gênero dos super-heróis nasceu atrelado às relações internacionais. O uniforme do Capitão América não por acaso lembra a bandeira dos Estados Unidos. O soldado surgiu durante a Segunda Guerra (1939-1945).
"Há um risco de alienar parte dos leitores ao misturar política com gibis", diz à Folha o artista americano Erik Larsen. "Mas nenhum asunto deve ser descartado."
Larsen é autor de "Savage Dragon", HQ em cuja capa Obama aparece lado a lado com o monstrengo verde.
A proliferação de aparições do presidente dos EUA foi, em parte, reflexo de uma edição do Homem-Aranha publicada em janeiro de 2009.
Na história, o supervilão Camaleão se disfarça de Obama. O presidente é salvo pelo herói e aproveita para dizer que é fã dos gibis dele.
O Homem-Aranha vendia, na época, 70 mil cópias por edição. O gibi com Obama vendeu 350 mil, a maior tiragem da década nos EUA entre séries de quadrinhos.
domingo, 21 de agosto de 2011
Altos níveis de sal podem prejudicar os rins da criança / WWW.UOL.COM.BR
02 de agosto de 2011 (Bibliomed). Estudo da Universidade de Bristol, no Reino Unido, mostra que 70% dos bebês ingerem uma quantidade maior de sal do que o recomendado. De acordo com especialistas, isso se deve aos alimentos salgados e processados oferecidos a eles, como extrato de levedura, molho de carne, feijão e macarrão em lata.
Altos níveis de sal podem prejudicar os rins da criança, que ainda estão em desenvolvimento, além de acostumá-las com alimentos salgados e estabelecer práticas alimentares que continuam na idade adulta e podem resultar em problemas de saúde no futuro.
Para chegar a essas conclusões, os pesquisadores analisaram dados de 1.200 crianças e descobriram que a maioria dos bebês recebeu alimentos sólidos em torno dos três a quatro meses de vida. Alimentos sólidos contêm níveis mais elevados de sal, e quando as crianças chegavam aos oito meses de idade, consumiam o dobro de sal recomendado para essa faixa etária.
No Reino Unido, onde foi realizado o estudo, a maior parte do sal é adicionada aos alimentos durante a fabricação, e os britânicos usam pouco sal no cozimento e durante as refeições.
"Estes resultados mostram que o consumo de sal deve ser substancialmente reduzido em crianças desta faixa etária. Bebês necessitam de alimentos especialmente preparados para eles sem adição de sal, por isso é importante para adaptar a dieta da família”, diz Dr. Pauline Emmett, autora da pesquisa. “A pesquisa sugere que os pais devem se atentar para os alimentos adequados para as crianças, uma vez que é responsabilidade deles o que o filho vai comer”, completa.
Altos níveis de sal podem prejudicar os rins da criança, que ainda estão em desenvolvimento, além de acostumá-las com alimentos salgados e estabelecer práticas alimentares que continuam na idade adulta e podem resultar em problemas de saúde no futuro.
Para chegar a essas conclusões, os pesquisadores analisaram dados de 1.200 crianças e descobriram que a maioria dos bebês recebeu alimentos sólidos em torno dos três a quatro meses de vida. Alimentos sólidos contêm níveis mais elevados de sal, e quando as crianças chegavam aos oito meses de idade, consumiam o dobro de sal recomendado para essa faixa etária.
No Reino Unido, onde foi realizado o estudo, a maior parte do sal é adicionada aos alimentos durante a fabricação, e os britânicos usam pouco sal no cozimento e durante as refeições.
"Estes resultados mostram que o consumo de sal deve ser substancialmente reduzido em crianças desta faixa etária. Bebês necessitam de alimentos especialmente preparados para eles sem adição de sal, por isso é importante para adaptar a dieta da família”, diz Dr. Pauline Emmett, autora da pesquisa. “A pesquisa sugere que os pais devem se atentar para os alimentos adequados para as crianças, uma vez que é responsabilidade deles o que o filho vai comer”, completa.
sábado, 20 de agosto de 2011
Entrevista com Chaves maior de todos os humoristas, suas imagens serão eternas / WWW.UOL.COM.BR
Há quem busque fórmulas mágicas para fazer rir, mas a história mostra que para divertir um público, basta reunir cerca de 10 atores em uma vila meio maluca e nunca esquecer de um bom pão com presunto. Prova disso é que nenhum seriado de humor fez tanto sucesso no Brasil quanto o mexicano Chaves, vivido pelo multifacetado Roberto Gómez Bolaños (82), o rosto por trás dos heróis latinos Chavito e Chapolin Colorado. "As pessoas criaram amor por este menino abandonado que nunca perdeu o otimismo", afirmou Bolaños em entrevista ao apresentador Ratinho, que foi ao ar na noite desta sexta-feira, 19, no SBT, ao lado de sua esposa Florinda Meza (63). Para o casal, que está junto há mais de 40 anos e avô de 12 netos, além do bom humor, o que faz de Chaves um personagem inesquecível é seu verdadeiro otimismo.
No ar originalmente durante 21 anos, a série deixou de ser gravada em 1992 com cerca de 700 episódios (contando esquetes), e no que dependesse da mente criativa de Bolaños, ela continuaria ainda por muitos anos. "Chaves era um garoto magro, e Roberto (Bolaños) começou a encorpar, como um homem de sessenta anos. No final só fazíamos as cenas na escolinha com ele sentado, mas ainda assim seu rosto era gordinho. O Chapolin era ágil e esperto, não importava se tivesse barriguinha ou alguns pneuzinhos, porque ele era um herói do terceiro mundo que tudo resolvia. Mas também chegou um momento que não podia subir mais na mesa. Tudo na vida tem um ciclo", revelou Florinda.
Sempre muito preocupado com a opinião de seu público, Bolaños declarou um carinho todo especial pelo Brasil, a quem atribui um gosto muito exigente. "Em regral geral, o público aplaude facilmente o que é grosseiro. E no Brasil aplaudem o inteligente. Então estamos falando de um público inteligente. E isso me deixa muito orgulhoso. Acredito que chaves apresenta algo muito importante, que é o amor", afirmou o ator, que chegou a receber uma proposta de Pelé para gravar seu Chaves para os telões - plano que nunca saiu do papel.
Mas os retornos negativos também apareceram. "A primeira vez que coloquei a Florinda fazendo o papel de Pópis ela fava como uma menina fanhosa. Três dias depois, um senhor mandou uma carta dizendo que havia parado de assistir ao programa porque tinha um filho que falava assim e estavam caçoando dele na escola. Me senti terrível. Retirei a personagem do ar durante um ano e a recoloquei falando normal, sem este problema", confessou ainda pesaroso.
E a amizade entre o elenco, continua? De acordo com o casal, o núcleo Chaves pouco se vê, exceto pelo ator Rubén Aguirre (77), com quem Bolaños e Florinda ainda encontram eventualmente. Mas se tem uma coisa que não muda desde os anos 70, no início da série, são as manias de Bolaños. "Não podemos mudar o lugar das coisas dele. Ele só senta na mesma cadeira da mesma mesa dos restaurantes que gosta. E se estiver ocupado, ele muda de restaurante. E como Chaves, ele sempre quer comer o cardápio inteiro", contou Florinda. "Menos caviar e champagne", rebateu Bolanõs.
sexta-feira, 19 de agosto de 2011
Marcas Brookisfield, Bilabong, Cobra d'Água, Ecko, Gregory e Tyrol também investigada por trabalho escravo / WWW.UOL.COM.BR
Mais seis marcas de roupas serão investigadas pelo Ministério Público do Trabalho por uso de mão de obra em condições análogas à escravidão em confecções paulistas.
De acordo com a procuradora Fabíola Zani, responsável pelo caso, durante a fiscalização que encontrou três oficinas com bolivianos em condições degragantes fazendo roupas para a marca Zara também foram encontradas etiquetas das grifes Ecko, Gregory, Billabong, Brooksfield, Cobra d'Água e Tyrol.
A Gregory informou desconhecer o fato e que irá apurar como as etiquetas foram parar no local e que "tomará as devidas providências".
A reportagem não conseguiu contato com as demais marcas.
De acordo com a procuradora, as empresas serão chamadas para prestar esclarecimentos. Se for comprovado o uso da mão de obra de forma irregular --mesmo que por meio de terceirizadas, como ocorreu com a Zara--, as empresas poderão ser multadas, além de intimadas a assinar um termo de conduta para acabar com a prática.
A SRTE/SP (Superintendência Regional do Trabalho e Emprego de São Paulo) aplicou autos de infração trabalhistas à Zara que, somados, podem atingir R$ 1 milhão.
O CASO
Três confeccções que prestam serviço à rede foram flagradas por fiscais do Ministério do Trabalho com trabalhadores bolivianos expostos a condições degradantes.
Duas das confecções ficam em São Paulo; a terceira, em Americana (127 km de SP). A fiscalização chegou a encontrar uma adolescente de 14 anos entre os trabalhadores. Ela só podia sair da confecção --que também servia de moradia-- com autorização da chefia.
A Zara reconheceu o trabalho irregular, mas, de acordo com a SRTE, se recusou a fazer a anotação na carteira de trabalho de 16 trabalhadores encontrados em oficinas "quarteirizadas" da rede --ou seja, subcontratadas por uma empresa que presta serviços à Zara-- e de pagar diretamente a multa de R$ 140 mil referente à rescisão dos contratos.
A SRTE aceitou o pedido da empresa para que a AHA, que foi a terceirizada responsável pela contratação das oficinas clandestinas, quitasse essas multas.
O grupo espanhol Inditex, proprietário da marca Zara, disse nesta quinta-feira que vai revisar, em colaboração com o MTE (Ministério do Trabalho e Emprego), o sistema de produção de seus fornecedores no Brasil para garantir que não haja exploração dos funcionários.
"Esse caso representa uma grave infração ao Código de Conduta para Fabricantes e oficinas externas da Inditex, que esse fabricante havia assumido contratualmente", afirmou a multinacional têxtil, que lembrou que o código estipula a máxima proteção aos direitos dos trabalhadores.
De acordo com a procuradora Fabíola Zani, responsável pelo caso, durante a fiscalização que encontrou três oficinas com bolivianos em condições degragantes fazendo roupas para a marca Zara também foram encontradas etiquetas das grifes Ecko, Gregory, Billabong, Brooksfield, Cobra d'Água e Tyrol.
A Gregory informou desconhecer o fato e que irá apurar como as etiquetas foram parar no local e que "tomará as devidas providências".
A reportagem não conseguiu contato com as demais marcas.
De acordo com a procuradora, as empresas serão chamadas para prestar esclarecimentos. Se for comprovado o uso da mão de obra de forma irregular --mesmo que por meio de terceirizadas, como ocorreu com a Zara--, as empresas poderão ser multadas, além de intimadas a assinar um termo de conduta para acabar com a prática.
A SRTE/SP (Superintendência Regional do Trabalho e Emprego de São Paulo) aplicou autos de infração trabalhistas à Zara que, somados, podem atingir R$ 1 milhão.
O CASO
Três confeccções que prestam serviço à rede foram flagradas por fiscais do Ministério do Trabalho com trabalhadores bolivianos expostos a condições degradantes.
Duas das confecções ficam em São Paulo; a terceira, em Americana (127 km de SP). A fiscalização chegou a encontrar uma adolescente de 14 anos entre os trabalhadores. Ela só podia sair da confecção --que também servia de moradia-- com autorização da chefia.
A Zara reconheceu o trabalho irregular, mas, de acordo com a SRTE, se recusou a fazer a anotação na carteira de trabalho de 16 trabalhadores encontrados em oficinas "quarteirizadas" da rede --ou seja, subcontratadas por uma empresa que presta serviços à Zara-- e de pagar diretamente a multa de R$ 140 mil referente à rescisão dos contratos.
A SRTE aceitou o pedido da empresa para que a AHA, que foi a terceirizada responsável pela contratação das oficinas clandestinas, quitasse essas multas.
O grupo espanhol Inditex, proprietário da marca Zara, disse nesta quinta-feira que vai revisar, em colaboração com o MTE (Ministério do Trabalho e Emprego), o sistema de produção de seus fornecedores no Brasil para garantir que não haja exploração dos funcionários.
"Esse caso representa uma grave infração ao Código de Conduta para Fabricantes e oficinas externas da Inditex, que esse fabricante havia assumido contratualmente", afirmou a multinacional têxtil, que lembrou que o código estipula a máxima proteção aos direitos dos trabalhadores.
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