Eu compro logo sei que existo: as bases metafísicas do consumo moderno Colin Campbell
quarta-feira, 17 de agosto de 2011
Empresa Zara utilizava de mão-de-obra escrava para sua produção / WWW.BLOGDOSAKAMOTO.UOL.COM.BR
Por três vezes, equipes de fiscalização do governo federal flagraram trabalhadores estrangeiros submetidos a condições análogas à escravidão produzindo peças de roupa da badalada marca internacional Zara, do grupo espanhol Inditex.
A apuração é de Bianca Pyl e Maurício Hashizume, aqui da Repórter Brasil – que acompanhou as mesmas ações retratadas na noite desta terça pelo programa A Liga, na TV Bandeirantes, e levou o nome da Zara aos TTs mundiais no microblog Twitter. Os dois jornalistas esmiuçaram o processo de produção e comercialização da empresa e trazem um relato completo do que pode estar por trás do mundo da moda:
Na mais recente operação que vasculhou subcontratadas de uma das principais “fornecedoras” da rede, 15 pessoas, incluindo uma adolescente de apenas 14 anos, foram libertadas de escravidão contemporânea de duas oficinas – uma localizada no Centro da capital paulista e outra na Zona Norte. Para sair da oficina que também era moradia, era preciso pedir autorização.
A investigação da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego de São Paulo (SRTE/SP) – que culminou na inspeção realizada no final de junho – se iniciou a partir de uma outra fiscalização realizada em Americana (SP), no interior, ainda em maio. Na ocasião, 52 trabalhadores foram encontrados em condições degradantes; parte do grupo costurava calças da Zara. As informações puderam ser liberadas agora para não prejudicar os trabalhadores e o processo de fiscalização.
“Por se tratar de uma grande marca, que está no mundo todo, a ação se torna exemplar e educativa para todo o setor”, coloca Giuliana Cassiano Orlandi, auditora fiscal que participou de todas as etapas da fiscalização. A ação, complementa Giuliana, serve também para mostrar a proximidade da escravidão com pessoas comuns, por meio dos hábitos de consumo. “Mesmo um produto de qualidade, comprado no shopping center, pode ter sido feito por trabalhadores vítimas de trabalho escravo.”
O quadro encontrado pelos agentes do poder público, e acompanhado pela Repórter Brasil, incluía contratações completamente ilegais, trabalho infantil, condições degradantes, jornadas exaustivas de até 16h diárias e cerceamento de liberdade (seja pela cobrança e desconto irregular de dívidas dos salários, o truck system, seja pela proibição de deixar o local de trabalho sem prévia autorização). Apesar do clima de medo entre as vítimas, um dos trabalhadores explorados confirmou que só conseguia sair da casa com a autorização do dono da oficina, só concedida em casos urgentes, como quando levou seu filho ao médico.
Quem vê as blusas de tecidos finos e as calças da estação nas vitrines das lojas da Zara não imagina que, algumas delas, foram feitas em ambientes apertados, sem ventilação, sujos, com crianças circulando entre as máquinas de costura e a fiação elétrica toda exposta. Principalmente porque as peças custam caro. Por fora, as oficinas parecem residências, mas todas têm em comum as poucas janelas sempre fechadas e com tecidos escuros para impedir a visão do que acontece do lado de dentro das oficinas improvisadas.
As vítimas libertadas pela fiscalização foram aliciadas na Bolívia e no Peru, país de origem de apenas uma das costureiras encontradas. Em busca de melhores condições de vida, deixam os seus países em busca do “sonho brasileiro”. Quando chegam aqui, geralmente têm que trabalhar inicialmente por meses, em longas jornadas, apenas para quitar os valores referentes ao custo de transporte para o Brasil. Durante a operação, auditores fiscais apreenderam dois cadernos com anotações de dívidas referentes à “passagem” e a “documentos”, além de “vales” que faziam com que o empregado aumentasse ainda mais a sua dívida. Os cadernos mostram alguns dos salários recebidos pelos empregados: de R$ 274 a R$ 460, bem menos que o salário mínimo vigente no país, que é de R$ 545.
As oficinas de costura inspecionadas não respeitavam nenhuma norma referente à Saúde e Segurança do Trabalho. Além da sujeira, os trabalhadores conviviam com o perigo iminente de incêndio, que poderia tomar grandes proporções devido a quantidade de tecidos espalhados pelo chão e à ausência de janelas, além da falta de extintores de incêndio. Após um dia extenuante de trabalho, os costureiros, e seus filhos, ainda eram obrigados a tomar banho frio. Os chuveiros permaneciam desligados por conta da sobrecarga nas instalações elétricas, feitas sem nenhum cuidado, que aumentavam os riscos de incêndio.
As cadeiras onde os trabalhadores passavam sentados por mais de 12 horas diárias eram completamente improvisadas. Alguns colocavam espumas para torná-las mais confortáveis. As máquinas de costura não possuíam aterramento e tinham a correia toda exposta (foto acima). O descuido com o equipamento fundamental de qualquer confecção ameaçava especialmente as crianças, que circulavam pelo ambiente e poderiam ser gravemente feridas (dedos ddas mãos decepados ou até escalpelamento).
Para Giuliana, a superexploração dos empregados, que têm seus direitos laborais e previdenciários negados, tem o aumento das margens de lucro como motivação. “Com isso, há uma redução do preço dos produtos, caracterizando o dumping social, uma vantagem econômica indevida no contexto da competição no mercado, uma concorrência desleal”.
O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) lavrou 52 autos de infração contra a Zara devido as irregularidades nas duas oficinas. Um dos autos se refere à discriminação étnica de indígenas quéchua e aimará. De acordo com a análise feita pelos auditores, restou claro que o tratamento dispensado aos indígenas era bem pior que ao dirigido aos não-indígenas.
A primeira oficina vistoriada mantinha seis pessoas, incluindo uma adolescente de 14 anos, em condições de trabalho escravo. No momento da fiscalização, os empregados finalizavam blusas da Coleção Primavera-Verão da Zara, na cor azul e laranja (fotos acima). Para cada peça feita, o dono da oficina recebia R$ 7. Os costureiros declararam que recebiam, em média, R$ 2 por peça costurada. No dia seguinte à ação, 27 de junho, a reportagem foi até uma loja da Zara na Zona Oeste de São Paulo (SP), e encontrou uma blusa semelhante, fabricada originalmente na Espanha, sendo vendida por R$ 139.
De outra oficina localizada em movimentada avenida do Centro, foram resgatadas nove pessoas que produziam uma blusa feminina e vestidos para a mesma coleção Primavera-Verão da Zara. A intermediária AHA pagava cerca de R$ 7 por cada peça para a dona da oficina, que repassava R$ 2 aos trabalhadores. Peça semelhante a que estava sendo confeccionada foi encontrada em loja da marca com o preço de venda de R$ 139. Uma jovem de 20 anos, vinda do Peru, disse à reportagem que chegou a costurar 50 vestidos em um único dia. Em condições normais, estimou com Maria Susicléia Assis, do Sindicato das Costureiras de São Paulo e Osasco, seria preciso um tempo muito maior para que a mesma quantidade da difícil peça de vestuário fosse toda costurada.
Foi apurado que até a escolha dos tecidos era feita pelo Departamento de Produtos da Zara. O fabricante terceirizado encaminhava peças piloto por conta própria para a matriz da Zara (Inditex) na Espanha, após a aprovação de um piloto pela gerente da Zara Brasil. Somente após a anuência final da Europa, o pedido oficial era emitido para o recebimento das etiquetas. Na opinião de Luís Alexandre Faria, auditor fiscal que comandou as investigações, a empresa faz de tudo, porém, para não “aparecer” no processo.
Para a fiscalização trabalhista, não pairam dúvidas acerca do gerenciamento da produção por parte da Zara. Entre os atos típicos de poder diretivo, os agentes ressaltaram “ordens verbais, fiscalização, controle, e-mails solicitando correção e adequação das peças, controle de qualidade, reuniões de desenvolvimento, cobrança de prazos de entrega etc.”
Em resposta a questões sobre os ocorridos enviadas pela Repórter Brasil, a Inditex – que é dona da Zara e de outras marcas de roupa com milhares de lojas espalhadas mundo afora – classificou o caso envolvendo a AHA e as oficinas subcontratadas como “terceirização não autorizada” que “violou seriamente” o Código de Conduta para Fabricantes. De acordo com a Inditex, o Código de Conduta determina que qualquer subcontração deve ser autorizada por escrito pela Inditex. A assinatura do Código do Conduta é obrigatória para todos os fornecedores da companhia e foi assumido pelo fornecedor em questão (AHA).
A empresa disse ter agido para que o fornecedor responsável pela “terceirização ão autorizada” pudesse “solucionar” a situação imediatamente, assumindo as compensações econômicas dos trabalhadores e comprometendo-se a corrigir as condições de trabalho da oficina flagrada com escravidão.
Haverá, segundo a Inditex, um reforço na revisão do sistema de produção para garantir que não exista outro caso como este. “Estamos trabalhando junto com o MTE para a erradicação total destas práticas que violam não só nosso rígido Código de Conduta, como também a legislação trabalhista brasileira e internacional”. Em 2010, a Inditex produziu mais de 7 milhões de unidades de peças no Brasil, desenvolvidas, segundo a empresa, por cerca de 50 fornecedores que somam “mais de 7 mil trabalhadores”. O total de peças que estava sendo produzido irregularmente (algumas centenas de peças), adicionou a Inditex, representa “uma porcentagem inferior a 0,03%” da produção do grupo, que é um dos maiores do mundo no segmento, no país.
Como disse um amiga, tá começando a faltar lugar para comprar sem peso na consciência.
terça-feira, 16 de agosto de 2011
segunda-feira, 15 de agosto de 2011
Como explicar o suicídio nos países modernos? / FOLHA, 15 DE AGOSTO
Não há explicação fácil para o suicídio
O aumento do número de suicídios entre os jovens não é exclusividade do Brasil, acontece em diversos países. Mas qual seria a explicação?
Não há causa única, mas uma série de fatores combinados. Os transtornos psiquiátricos são uma das principais causas, e a depressão é a mais importante delas. Por isso, qualquer alteração significativa do comportamento merece avaliação.
Mas não é apenas a depressão que leva o jovem ao suicídio. No Japão, por exemplo, o alto grau de exigência no desempenho escolar, as cobranças excessivas por parte da família, o medo de fracassar e não atender às expectativas sociais e a alta competitividade também são fatores.
Nos países nórdicos, o suicídio está ligado, em muitas pesquisas, ao inverno prolongado, ao excesso de proteção social, à pouca cobrança para a construção de um projeto de vida e às estruturas familiares que dão menos apoio aos jovens.
No Brasil, há um risco maior nos jovens de populações indígenas, em pessoas que já tentaram suicídio ou de famílias em que alguém se matou, em jovens que fazem parte de minorias sexuais (adolescentes gays se matam mais do que heterossexuais), vítimas frequentes de bullying e de violência.
Em comum, a sensação de que as dificuldades e as barreiras são tão grandes que não vale a pena lutar.
Se essas oscilações de emoções e comportamentos são comuns em jovens, seria importante uma rede de suporte mais presente, com agilidade na identificação dos riscos e na oferta de ajuda. Isso pode acontecer em escolas, serviços de saúde e até redes sociais.
No Reino Unido, recentemente, o Facebook disponibilizou uma ferramenta que permite aos amigos avisarem as autoridades de saúde quando percebem que alguém corre risco de suicídio.
Posts "suspeitos" seriam comunicados à rede, que acionaria os parceiros (serviços do tipo CVV).
Que tal pensar em alguma coisa assim aqui? E um serviço permanente de saúde focado nessa questão?
Assunto muito delicado e que exige muita competência de quem é habilitado a entender o funcionamente do cérebro de um suicída, mas como demonstra a reportagem da Folha de São Paulo, os fatores são variados, o que exatamente faz uma pessoa se suicidar é muito difícil ter essa resposta, por isso que eu estudante de comunicação social e com habilitação em publicidade e propaganda procuro com meus conhecimentos adquiridos em sala de aula e utilizando autores da área de publicidade, dessa forma compreendendo com mais base esses fatos que o mundo contemporâneo têm vivenciado sem que se possa proteger os casos posteriores, em que uma pessoa é capaz além de tirar a vida do outro e se matar, ou por muito menos e apenas o fato de não aguentar mais viver no nosso mundo sua fraqueza é tanta que só acha um único jeito de ser "feliz" acabando consigo mesmo. Dessa forma pretendi durante minha formação acadêmica de ler muitos livros de sociólogos profissionais conhecedores da forma como as pessoas se relacionam, como que o ser humano vive em sociedade, suas dificuldades, suas superações em grandes problemas chegando assim a uma pergunta o que difere um suicída de uma pessoa que se auto ralizou profissionalmente? bem já lí livros como "Felicidade Paradoxal" de Gilles Lipovetsky, "Sociedade de consumo" de Baudrillard, "Cultura Consumo e Identidade" de Lívia Barbosa e Colin Campbell, Criança do Consumo a infância roubada de Susan Linn, assim sendo tive como além dos meus conhecimentos empíricos me aprofundar também de maneira mais científica, um pouco mais racional. Dessa forma vale notar que ultimamente estamos vivendo num mundo em que se pode tudo, como diz Gilles Lipovetsky, o hiperconsumidor, ele explica que nós estamos tão influenciado pelo consumo que o que fazem nós ficarmos louco por uma carro da moda, uma simples roupa, já configura uma vontade do ser humano, de maneira que nós podemos comparar a uma nessidade básica que o ser humano precisa para viver, isso nos ajuda atender por exemplo qual é o cenário do mundo hoje onde nossas relações pessoais estão marcadas não pelo contato pessoal mas um contato extremamente virtual, sem tocar nas pessoas, o homem eu diria se afastando cada vez mais um do outro, um livro que eu estou lendo que também me da base para entender melhor essas questões é "O mal estar da Pós-mdernidade" de Zygmunt Bauman cujo autor nos alerta também para o que está se tornando comun é a quebra da nossa personalidade para que assim possamos nos adaptar ao mundo que nós vivemos, pois estamos numa constante transformação de cultura, com a industrialização, a globalização nossas identidades estão se perdendo ai explica um pouco do dever que ao meu ver, teria que ter os pais hoje de continuar tratando seus filhos como antigamente, o que eu quero dizer é na maneira da educação, por exemplo quando muitas famílias por questão de educação obrigavam seus filhos a dar bênção ao seus pais, assim sucessivamente, muito importante em tempos de filhos ficarem o tempo todo em casa em seus condomínios fechados com internet, videogame, piscina e não conhecer um pouco da vida, dos problemas que todo ser humano que vive possui pois acredito eu que melhoramos não só quando acertamos e ganhamos mas as vezes muito mais quando superamos problemas que todos pensaríam como ele está mal ne e mesmo assim fomos capazes de driblar páginas da vida que uns diriam poderia esquecer mas acho que não, deveríamos refletir mais e compreender que aprendemos todos os dias, a vida não é como um videogame, onde podemos dar continue se nosso personagem morrer, somo seres humanos e possuímos sentimentos, desejos mas que tudo isso está se tornando material, como uma simples vontade de ter alguma coisa, e assim nossa capacidade afetiva está se perdendo com nós mesmos e com outros explicando assim um pouco da falta de coragem de viver a vida.
O aumento do número de suicídios entre os jovens não é exclusividade do Brasil, acontece em diversos países. Mas qual seria a explicação?
Não há causa única, mas uma série de fatores combinados. Os transtornos psiquiátricos são uma das principais causas, e a depressão é a mais importante delas. Por isso, qualquer alteração significativa do comportamento merece avaliação.
Mas não é apenas a depressão que leva o jovem ao suicídio. No Japão, por exemplo, o alto grau de exigência no desempenho escolar, as cobranças excessivas por parte da família, o medo de fracassar e não atender às expectativas sociais e a alta competitividade também são fatores.
Nos países nórdicos, o suicídio está ligado, em muitas pesquisas, ao inverno prolongado, ao excesso de proteção social, à pouca cobrança para a construção de um projeto de vida e às estruturas familiares que dão menos apoio aos jovens.
No Brasil, há um risco maior nos jovens de populações indígenas, em pessoas que já tentaram suicídio ou de famílias em que alguém se matou, em jovens que fazem parte de minorias sexuais (adolescentes gays se matam mais do que heterossexuais), vítimas frequentes de bullying e de violência.
Em comum, a sensação de que as dificuldades e as barreiras são tão grandes que não vale a pena lutar.
Se essas oscilações de emoções e comportamentos são comuns em jovens, seria importante uma rede de suporte mais presente, com agilidade na identificação dos riscos e na oferta de ajuda. Isso pode acontecer em escolas, serviços de saúde e até redes sociais.
No Reino Unido, recentemente, o Facebook disponibilizou uma ferramenta que permite aos amigos avisarem as autoridades de saúde quando percebem que alguém corre risco de suicídio.
Posts "suspeitos" seriam comunicados à rede, que acionaria os parceiros (serviços do tipo CVV).
Que tal pensar em alguma coisa assim aqui? E um serviço permanente de saúde focado nessa questão?
Assunto muito delicado e que exige muita competência de quem é habilitado a entender o funcionamente do cérebro de um suicída, mas como demonstra a reportagem da Folha de São Paulo, os fatores são variados, o que exatamente faz uma pessoa se suicidar é muito difícil ter essa resposta, por isso que eu estudante de comunicação social e com habilitação em publicidade e propaganda procuro com meus conhecimentos adquiridos em sala de aula e utilizando autores da área de publicidade, dessa forma compreendendo com mais base esses fatos que o mundo contemporâneo têm vivenciado sem que se possa proteger os casos posteriores, em que uma pessoa é capaz além de tirar a vida do outro e se matar, ou por muito menos e apenas o fato de não aguentar mais viver no nosso mundo sua fraqueza é tanta que só acha um único jeito de ser "feliz" acabando consigo mesmo. Dessa forma pretendi durante minha formação acadêmica de ler muitos livros de sociólogos profissionais conhecedores da forma como as pessoas se relacionam, como que o ser humano vive em sociedade, suas dificuldades, suas superações em grandes problemas chegando assim a uma pergunta o que difere um suicída de uma pessoa que se auto ralizou profissionalmente? bem já lí livros como "Felicidade Paradoxal" de Gilles Lipovetsky, "Sociedade de consumo" de Baudrillard, "Cultura Consumo e Identidade" de Lívia Barbosa e Colin Campbell, Criança do Consumo a infância roubada de Susan Linn, assim sendo tive como além dos meus conhecimentos empíricos me aprofundar também de maneira mais científica, um pouco mais racional. Dessa forma vale notar que ultimamente estamos vivendo num mundo em que se pode tudo, como diz Gilles Lipovetsky, o hiperconsumidor, ele explica que nós estamos tão influenciado pelo consumo que o que fazem nós ficarmos louco por uma carro da moda, uma simples roupa, já configura uma vontade do ser humano, de maneira que nós podemos comparar a uma nessidade básica que o ser humano precisa para viver, isso nos ajuda atender por exemplo qual é o cenário do mundo hoje onde nossas relações pessoais estão marcadas não pelo contato pessoal mas um contato extremamente virtual, sem tocar nas pessoas, o homem eu diria se afastando cada vez mais um do outro, um livro que eu estou lendo que também me da base para entender melhor essas questões é "O mal estar da Pós-mdernidade" de Zygmunt Bauman cujo autor nos alerta também para o que está se tornando comun é a quebra da nossa personalidade para que assim possamos nos adaptar ao mundo que nós vivemos, pois estamos numa constante transformação de cultura, com a industrialização, a globalização nossas identidades estão se perdendo ai explica um pouco do dever que ao meu ver, teria que ter os pais hoje de continuar tratando seus filhos como antigamente, o que eu quero dizer é na maneira da educação, por exemplo quando muitas famílias por questão de educação obrigavam seus filhos a dar bênção ao seus pais, assim sucessivamente, muito importante em tempos de filhos ficarem o tempo todo em casa em seus condomínios fechados com internet, videogame, piscina e não conhecer um pouco da vida, dos problemas que todo ser humano que vive possui pois acredito eu que melhoramos não só quando acertamos e ganhamos mas as vezes muito mais quando superamos problemas que todos pensaríam como ele está mal ne e mesmo assim fomos capazes de driblar páginas da vida que uns diriam poderia esquecer mas acho que não, deveríamos refletir mais e compreender que aprendemos todos os dias, a vida não é como um videogame, onde podemos dar continue se nosso personagem morrer, somo seres humanos e possuímos sentimentos, desejos mas que tudo isso está se tornando material, como uma simples vontade de ter alguma coisa, e assim nossa capacidade afetiva está se perdendo com nós mesmos e com outros explicando assim um pouco da falta de coragem de viver a vida.
quarta-feira, 10 de agosto de 2011
"Família subversivas" meninos da classe média do ES com muita determinação e atitude
Meninos que estão como qualquer um dentro da classe média brasileira, fazendo faculdade mas com um diferencial enorme, em tempos de crises de identidade, dificuldade de empregos e principalmente ligados as músicas eles mais do que ninguém estão acreditando nos seus sonhos, que diga-se de passagem, ja fizeram muito mostrando que jovens juntos podem mudar seus rumos e contruírem suas histórias, pois basta ter coragem na vida, nada pra quem estar nessa caminhada da realização profissional vem fácil, mas com dedicação é possível dar um novo rumo. Conhecido como "Mc Bocaum" Diego Capeleti fera na arte do improviso vem fazendo um barulhão nas noites capixabas, junto também com Tiago e seus parceiros, garotos que estão procurando seu lugar, um espaço na habilidade que fazem melhor e quem ganha somos nós capixabas abraços a todos principalmente Bocaum pessoa que tive a oportunidade de conhecer e acredito no seu potencial.
terça-feira, 9 de agosto de 2011
"A sociedade de consumo" pequeno comentário do livro de Jean Baudrillard
Lendo mais uma vez a obra de Jean Baudrillard, "Sociedade de consumo" pude entender de maneira mais ampla as questões da sociedade de consumo, a metafísica do consumo questões que interessa a mim um formando em publicidade e claro a todos os empresários que pensam não simplesmente na venda mas como atrair mais consumidores, com propagandas mais efetivas sendo assim mais interessante a relação da marca com o consumidor. Alguns assuntos que também norteia a sua obra Baudrillard fala do tempo, em que nos dias atuais, até mesmo o tempo é produzido e vendido, o lazer hoje também é pensado para que tenhamos as melhores viagens, as melhores festas, spas, tudo é feito um acordo que cabe no bolso do cliente para ninguém sair perdendo. Irá dizer que vivemos numa sociedade da abundância e por causa disso o consumo é peça fundamental nessa facilidade de escolhe, pois hoje se quisermos comprar um tennis temos além das lojas que normalmente se encontra em nossa localidade, a internet é um vasto e infinito lugar para compras como essas, pois temos as mais variadas formas e estilos do que queremos, a sociedade mudou mas também com isso, trouxe muitos problemas graves, doenças, suicídios ele ainda irá mais além quando diz que o consumo não é simplesmente isso só que nos rodeia, as compras, as vitrines porém está tão enraizado nas pessoas, personalizado, modificando nossas identidades, interferindo em fim nas nossas vidas, relações, escolhas, pensamento, ideologias tudo é consumo.
Assinar:
Postagens (Atom)

