segunda-feira, 6 de junho de 2011

"Amarás a tua cama sobre todas as coisas' jovens que não fazem nada / FOLHA, 6 DE JUNHO

Andréa M., 22, formada em gastronomia, revela sua receita predileta: levar a vida em banho-maria. "Em plena quarta-feira, fui à praia com uma amiga. Se eu estivesse trabalhando, isso não seria possível", diz.














Qualidades não faltam a Andréa. Além do talento na cozinha, fala espanhol fluente. Mas, no currículo, há somente quatro experiências que não somam mais do que seis meses de trabalho.

Ela conta que, para espantar a monotonia, sai três ou quatro vezes por semana. Seu roteiro inclui bares e baladas na Vila Madalena.

Andréa admite que os seus pais não concordam muito com sua situação atual. "Vivem me dizendo para ir trabalhar. Mas agora, no inverno, prefiro é ficar embaixo das cobertas."

Andréa está entre os 3,4 milhões de brasileiros com menos de 24 anos que não estão nas salas de aula e nem atuando no mercado formal de trabalho. O número é um estudo recente do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas).

Editoria de arte / Folhapress



A maioria desses jovens, porém, não está longe do mercado de trabalho por preguiça. Há todo tipo de razão: rapazes fora do mercado por causa do serviço militar, jovens mães, portadores de deficiência física ou mental, dependentes químicos e, é claro, gente que procura emprego e não acha.

Esses 3,4 milhões representam menos de 15% dos brasileiros entre 18 e 24 anos. É um valor bem menor do que os quase 50% de jovens desempregados na Espanha, por exemplo, onde surgiu a geração "ni-ni", de "ni estudian, ni trabajan".

Andréa, porém, está confortável com a sua situação de "ni-ni", ao contrário dos jovens espanhóis, que vão às ruas protestar. Ela não é, claro, a única jovem com boa formação que optou, com a anuência dos pais, pelo ócio como forma de vida.

Para Bruno Wolfsdorf, 21, por exemplo, as férias também duram o ano inteiro. "Meu dia começa às 13h, horário que costumo acordar, depois vou para o videogame ou computador", diz. Ele acabou de chegar de um mochilão de um ano na Europa.

Ele também estudou gastronomia e fala inglês, espanhol e hebraico. Diz não querer ficar muito tempo sem fazer nada, mas não reclama. "Não está ruim, o que pega mesmo é na hora da grana."

O jovem costuma sair todos os dias nos bairros Itaim Bibi, Vila Madalena e Morumbi. A grana, lógico, vem do bolso dos pais. Ele não tem carro próprio, mas isso não é problema. "Em casa sempre tem um na garagem que eu posso usar."

Segundo a psicóloga Kênia Piacentini, esse estilo de vida pode ser consequência do comportamentos dos pais dos jovens.

"São geralmente pessoas com dificuldade de se verem independentes dos filhos, gerando uma proteção exagerada que faz com que esses jovens se acomodem, cria dependência."

EMPRESAS PODEM VER COM MAUS OLHOS PASSADO DE ÓCIO

A vida mansa pode trazer prejuízos no futuro, diz o gerente de relacionamento da Foco Talentos, Gustavo Nascimento.

"Um período curto de descanso pode ser algo natural, mas [se houver exagero] as oportunidades talvez se tornem mais escassas. Organizações preferem investir em jovens talentos que se preparam desde cedo."

sábado, 4 de junho de 2011

FUNDAÇÃO SÍNDROME DE DOWN

Crianças brincam de forma bem diferente / FOLHA, 4 DE JUNHO

Crianças produzem prendas com materiais de sucata nas escolas

KATIA CALSAVARA
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

Onde vão parar aquele monte de tampinhas, garrafas PET e caixas de papelão e de leite que geralmente se acumulam em casa?
Incentivadas pelas escolas, algumas crianças criam prendas (aqueles brindes) com esses e outros materiais recicláveis para a festa junina. Dá para inventar jogos, piões, bonecos etc.
"É muito gostoso fazer as prendas porque podemos criar coisas de que a gente gosta", fala Olívia Catani Kuroza, 7. Ela já fez pequenos banquinhos com garrafas PET. "Com as prendas reutilizadas, a gente não precisa gastar dinheiro."
O fato de o brinquedo não ser comprado também encanta Joana Francisco Guerra, 7. "Assim, a gente não estraga a natureza e fica sabendo como as coisas são feitas", diz. "Se eu quiser dar uma festa em casa, posso fazer as lembrancinhas", completa.
Rafael Barreira, 8, diz que a vantagem das prendas recicláveis é que, "quando não se quer brincar mais, dá para desmontar e colocar no lixo certo". Sophia de Assunção, 7, concorda com a opinião de Rafael. E completa: "É legal ganhar uma prenda e saber que ela foi feita por um colega da escola".

MIMOS
A palavra "prenda" significa "objeto que é dado a alguém como brinde, mimo". Mas muitas vezes esse "mimo" é algo que vai logo para o lixo. Educadores têm ideias para diminuir o problema: as prendas podem ser brinquedos que estão esquecidos no baú dos alunos e as brincadeiras podem ser mais envolventes do que os presentinhos.

Coisas de casa
Se a sua escola incentiva a produção de prendas, sugira que sua turma leve materiais que já tenha em casa, sem que precise comprá-los em lojas.

Sem embrulho
Doe prendas sem embalagens, que só acumulam lixo! Elas devem ser recicladas. Nas barracas, a prenda deve estar sem embrulho também.

Troca de livros
Que tal trocar livros em vez de ganhar prendas? Se cada um dos seus colegas levar um livro, você poderá ganhar uma história nova na barraca.

Evite os 'piratas'
Se seus pais compram prendas em lojas, peça que evitem brinquedos "piratas". Caso tenham tintas tóxicas ou peças pequenas, podem ser perigosos.

Escolha certa
Brinquedos e outros objetos que são ganhos como prendas na festa junina gastam recursos naturais, como água e energia, para serem feitos. Antes de escolher a prenda, pense se o objeto será útil.

Hora de brincar
A festa junina é um momento de brincar, estar com amigos e com a família. Mais legal do que ganhar prendas é se divertir com toda a sua turma nesse dia especial.

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Estudantes raspam o cabelo para apoiar colega com câncer em MG

Adolescente vende seus rins para comprar um ipad 2 / FONTE http://migre.me/4It9F







Um adolescente chinês diz ter vendido um de seus rins pela internet para poder comprar um iPad 2. Ele teria tomado a decisão após ver um anúncio na rede, que oferecia dinheiro a quem quisesse doar o órgão. As informações são do The Telegraph.

Segundo o jornal, o garoto de 17 anos queria o tablet da Apple, mas não tinha dinheiro para comprá-lo. Ao ver um anúncio na internet, que oferecia US$ 2.900,00 pelo órgão, ele começou a negociar a venda e fechou o negócio.

O adolescente viajou até a cidade de Chenzhou, na província de Hunan, onde foi submetido à cirurgia para a retirada do rim. Após três dias, ele recebeu alta do hospital.

Quando o garoto voltou para casa com o iPad em mãos, sua mãe questinou de onde ele tirara tanto dinheiro para comprar o aparelho. Com uma cicatriz na barriga em decorrência da cirurgia, o adolescente acabou confessando a ela o que havia feito.

A mãe chegou a ir até a cidade onde a cirurgia havia sido feita para denunciar o crime. O hospital negou ter conhecimento do caso.

O fato gerou polêmica na internet e provocou debates em torno do tráfico de órgãos, que é comum na China, apesar dos esforços do governo em reprimir a prática.

De acordo com estatísticas oficiais, mais de um milhão de pessoas no país precisam de um transplante a cada ano, porém menos de 10 mil recebem os órgãos. Assim, o comércio ilegal prospera, enriquecendo corretores, médicos e funcionários corruptos do governo.

quinta-feira, 2 de junho de 2011

"SBT cresce com programas enlatados" / FOLHA, 02 DE JUNHO

SBT cresce em audiência enlatando a programação

Com mais reprises do que nunca -média de sete horas/dia- o SBT vê a audiência subir apoiada nos velhinhos da programação.
Segundo dados do Ibope obtidos pela Folha, as maiores audiências/dia da emissora hoje são programas enlatados, reprises de séries e de novelas.
Na segunda-feira, a maior audiência do SBT foi a série "Um Maluco no Pedaço", de 1990, com média de nove pontos. Cada ponto equivale a 58 mil domicílios na Grande São Paulo. Três vezes mais que o inédito "Topa ou Não Topa", de Roberto Justus, que marcou três pontos.
As reprises das novelas "Cristal" e "Maria do Bairro" marcaram seis pontos, enquanto o novo folhetim do canal, "Amor & Revolução", registrou 4,3 pontos.
Na terça-feira, os velhinhos "Tom & Jerry" e "Chapolin", sempre ele, foram os reis do dia, com média na casa de oito pontos. Enquanto isso, a nova aposta do canal, o "SBT Brasil" viu sua audiência cair de seis pontos (estreia) para 4,5 pontos.
O mesmo cenário se vê nos outros dias, com exceção dos domingos, em que Silvio Santos é o dono da maior audiência, hoje na casa dos 11 pontos de ibope.
A emissora encerrou maio com média/dia de 5,9 pontos, ante 5,3 pontos de abril. Um crescimento de 11%.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Diversidade não é a mesma coisa que as megas produções de Hollywood

As pessoas ficam encantadas com os cinemas 3Ds, os carros mais belos que sai de Genebra, as grandes grifes de roupas que chegam no Brasil e para finalizar nessa continuidade da "cultura do espetáculo" o grande fascínio hoje pós século XX, a TV digital, a Led, as pessoas estão indo no caminho que o consumo está levando, ou seja estão sendo controladas, como bonecos de ventríoloquos, mas então, o que é diversidade?, me sustentando por alguns autores que ainda tive o tempo de ler, Canclini "Consumidores e Cidadãos" , Dênis Moraes em "Sociedade Midiatizada" diversidade é ao contrário dos que muitos pensam você discutir pontos de vistas, trocar conhecimentos e indo mais além na minha opnião, diversidade é você empresário de multinacional, sair da "zona de conforto", saí dessa sua poltrona e ir lá na casa do consumidor, conversar "olho no olho" com o indivíduo e entender as questões cuja realidade dele lhe proporcionou e assim somar para termos uma sociedade igualitária, por isso diversidade é isso é o Restaurante popular de Vitória que faz muitas famílias que não têm condições de dar um pão para seus filhos poderem desfrutar de uma necessidade básica do ser humano que é o direito de estar vivo, de poder se alimentar para enfrentar o dia seguinte, ter forças para lutar até quando realmente não poder levantar, não porque ficou o dia inteiro sem comer e não encontrou forças, é porque teve dignidade de trabalhar e agradeceu até o último sinal de vida, "morreu de tanta vida que tinha."
Desse modo, a contribuição do estado é extremamente necessária com intervenção nas políticas públicas, concessões das emissoras de rádiodifusão, no mercado, nas leis, o SUS (sistema ùnico de saúde) devemos ter profissionais públicos capacitados, habilitados a atender nós mesmos pois estamos todo mundo nessa mesma jornada, devemos assim nos unir para combater o que a ignorância, ambição podem fazer em nossas vidas se não tivermos a quem para nos proteger, precisamos hoje de uma sociedade civil mais competente, que proclame para todos as nossas revindicações, que venham os deputados federais entender o lado dos eleitores, que assim poderemos viver em paz com nós mesmos.