Eu compro logo sei que existo: as bases metafísicas do consumo moderno Colin Campbell
quarta-feira, 25 de maio de 2011
Campanha da academia Gracie contra o bullying
Essa campanha da família Gracie é interessante pois temos que observar que luta é um esporte e se bem ensinado como a disciplina de qualquer esporte ti dá, isto é, aquela que realmente compreende o que é vencer, perder, ser um guerreiro é interessante na minha opnião na formação das crianças. Eu mesmo cheguei a fazer dois tipos de lutas diferentes na escola e na vizinhança mesmo, mas sempre gostei mais de futebol, aliás sempre gostei de tudo e acho que por isso estou na área de publicidade. Aprendi um pouco de capoeira e karate apesar de não existir estudos quanto a utilização de lutas marciais contra o bullying vejo que no mundo de hoje é necessário o indivíduo seja ele criança ou não saber se defender. Nós temos que ter um limite, não podemos tolerar tudo e é por isso que o esporte pode ti dar esse alcance, até onde você pode se defender, como e até mesmo melhorando sua auto estima que é muito importante. Abraços leitores!
terça-feira, 24 de maio de 2011
"As crianças de 4 anos valorizam a magreza" / WWW.UOL.COM.BR
Crianças de 4 anos já valorizam a magreza
Aos quatro anos de idade, crianças já absorveram o conceito de que a magreza é sinônimo de beleza. Um estudo australiano entrevistou 160 crianças, pedindo que elas observassem imagens de corpos femininos e os classificassem de acordo com o quão atraentes eles eram.
Os pesquisadores mostraram seis imagens de uma mesma mulher que, de acordo com seu índice de massa corporal, tinha peso normal. Em cinco fotos, a imagem havia sido alterada para fazer a mulher parecer mais magra ou mais gorda. A foto que foi votada pelas crianças como a mais bela era uma versão significativamente mais magra da imagem não alterada - que foi marcada como o corpo mais normal.
Para os cientistas, essa preferência pela magreza em crianças é causada pela exposição à mídia, que transmite esses valores aos seus telespectadores. À medida que essas crianças ficarem mais velhas, elas se encantarão mais com a magreza, o que pode levar ao desenvolvimento de distúrbios alimentares e também de preconceito contra pessoas acima do peso.
segunda-feira, 23 de maio de 2011
Publicidade nas escolas o que acham leitores? / FOLHA DE SÃO PAULO, 23 DE MAIO.
Segundo Datafolha, 42% dos entrevistados com nível superior e 45% das classes A/B concordam com a prática
Para especialista, pais mais pobres ficam incomodados por não poderem ceder a apelos de consumo dos filhos
PATRÍCIA GOMES
DE SÃO PAULO
Distribuir folhetos e brindes dentro das escolas, vender produtos com o aval de diretores nas salas de aula.
Quanto maior escolaridade e renda, mais tolerância a esse tipo de ação publicitária, revela pesquisa Datafolha realizada em todo o país com 2.061 pessoas.
Segundo a pesquisa, feita a pedido do Instituto Alana, ONG que combate a publicidade voltada para crianças, 42% dos entrevistados com nível superior e 45% das classes A/B concordam com a prática. No total, porém, só 39% são favoráveis a esse tipo de abordagem, contra os 56% que são contrários.
Assim, quanto mais pobre, maior a tendência de discordar da publicidade.
Para Isabella Henriques, coordenadora do projeto Criança e Consumo do Instituto Alana, um motivo para essa resistência é o fato de os pais com menor poder aquisitivo ficarem mais incomodados em não poder ceder aos apelos dos filhos.
Marilene Proença, do Conselho Federal de Psicologia, concorda. "Os que têm mais acesso ao consumo talvez nunca tenham visto [a propaganda] como um problema."
O segundo motivo mais citado entre os que concordam com a propaganda é "poder conhecer e experimentar novos produtos", argumento que, segundo Henriques, está ligado ao consumismo.
Para ela, as ações são prejudiciais às crianças porque não entendem o caráter persuasivo da mensagem. Para piorar, diz, quando a ação ocorre na escola, tem a chancela dos professores.
LEGISLAÇÃO
Apesar de reprovada pela maioria dos entrevistados, a publicidade em escolas não é proibida na legislação.
Na semana passada, voltou a ser discutido no Congresso projeto de lei que restringe propaganda voltada ao público infantil, mas, por enquanto, o texto não prevê vetos em ambiente escolar.
O Simeesp, sindicato das escolas particulares de São Paulo, diz que não dá nenhuma orientação sobre permitir ou não ações publicitárias.
A Secretaria Municipal de Educação de São Paulo diz que esse tipo de ação é proibida nas escolas da rede. Na Secretaria Estadual, não há uma proibição, e cada caso é avaliado em particular.
Olha para mim a propaganda de produtos fora da escola ja faz um efeito social tão grande no convívio dos alunos, na maneira deles converssarem, brincarem e nas percepções das suas realidades que acho necessário ter uma lei para proibir propagandas em estabelecimentos que visa a educação de ensino fundamental. È bom lembrar que no Brasil não temos nehuma lei que proteja as crianças, enquanto em outros países como a Noruega cuja nossa escritora e psicóloga Susan Linn cita no seu livro "Criança do Consumo: a infância roubada" é repreendido a veiculação de peças publicitárias a menores de 10 anos de idade. Estamos falando aqui de um país que ja foi eleito como melhor índice de qualidade de vida, o (IDH). No texto acima como foi falado teve discursões sobre um projeto de lei que restringe a propaganda infantil, vejo que isso é um bom começo, mas temos que ficar atento, nós sociedade civil, as Ongs, a câmera dos deputados, os intelectuais e profissionais da área de publicidade como eu estamos lidando com um assunto delicado e que exige muito esforço e conhecimento para a decisão certa, pois o (Conar) que é o conselho nacional de autoregulamentação publicitária e que é um dos desfavoráveis a essa proposta é um agente poderoso pois veja temos que entender que o (Conar) defende os grandes anunciantes, ou seja os empresários assim existe muita politicagem atrás disso como por exemplo quando os executivos queriam que a proposta que limitava propagandas de cerveja fosse aceita, teve muita denúncia de lobby entre as empresas e o congresso federal. Empresas como Ambev, Schin Cariol, Brahma,Skol, saiu na folha de São Paulo que eles deram dinheiro aos políticos, dessa forma senhores consumidores, temos que estar atentos a esses tipos de falcratuas. Um grande abraço!
Para especialista, pais mais pobres ficam incomodados por não poderem ceder a apelos de consumo dos filhos
PATRÍCIA GOMES
DE SÃO PAULO
Distribuir folhetos e brindes dentro das escolas, vender produtos com o aval de diretores nas salas de aula.
Quanto maior escolaridade e renda, mais tolerância a esse tipo de ação publicitária, revela pesquisa Datafolha realizada em todo o país com 2.061 pessoas.
Segundo a pesquisa, feita a pedido do Instituto Alana, ONG que combate a publicidade voltada para crianças, 42% dos entrevistados com nível superior e 45% das classes A/B concordam com a prática. No total, porém, só 39% são favoráveis a esse tipo de abordagem, contra os 56% que são contrários.
Assim, quanto mais pobre, maior a tendência de discordar da publicidade.
Para Isabella Henriques, coordenadora do projeto Criança e Consumo do Instituto Alana, um motivo para essa resistência é o fato de os pais com menor poder aquisitivo ficarem mais incomodados em não poder ceder aos apelos dos filhos.
Marilene Proença, do Conselho Federal de Psicologia, concorda. "Os que têm mais acesso ao consumo talvez nunca tenham visto [a propaganda] como um problema."
O segundo motivo mais citado entre os que concordam com a propaganda é "poder conhecer e experimentar novos produtos", argumento que, segundo Henriques, está ligado ao consumismo.
Para ela, as ações são prejudiciais às crianças porque não entendem o caráter persuasivo da mensagem. Para piorar, diz, quando a ação ocorre na escola, tem a chancela dos professores.
LEGISLAÇÃO
Apesar de reprovada pela maioria dos entrevistados, a publicidade em escolas não é proibida na legislação.
Na semana passada, voltou a ser discutido no Congresso projeto de lei que restringe propaganda voltada ao público infantil, mas, por enquanto, o texto não prevê vetos em ambiente escolar.
O Simeesp, sindicato das escolas particulares de São Paulo, diz que não dá nenhuma orientação sobre permitir ou não ações publicitárias.
A Secretaria Municipal de Educação de São Paulo diz que esse tipo de ação é proibida nas escolas da rede. Na Secretaria Estadual, não há uma proibição, e cada caso é avaliado em particular.
Olha para mim a propaganda de produtos fora da escola ja faz um efeito social tão grande no convívio dos alunos, na maneira deles converssarem, brincarem e nas percepções das suas realidades que acho necessário ter uma lei para proibir propagandas em estabelecimentos que visa a educação de ensino fundamental. È bom lembrar que no Brasil não temos nehuma lei que proteja as crianças, enquanto em outros países como a Noruega cuja nossa escritora e psicóloga Susan Linn cita no seu livro "Criança do Consumo: a infância roubada" é repreendido a veiculação de peças publicitárias a menores de 10 anos de idade. Estamos falando aqui de um país que ja foi eleito como melhor índice de qualidade de vida, o (IDH). No texto acima como foi falado teve discursões sobre um projeto de lei que restringe a propaganda infantil, vejo que isso é um bom começo, mas temos que ficar atento, nós sociedade civil, as Ongs, a câmera dos deputados, os intelectuais e profissionais da área de publicidade como eu estamos lidando com um assunto delicado e que exige muito esforço e conhecimento para a decisão certa, pois o (Conar) que é o conselho nacional de autoregulamentação publicitária e que é um dos desfavoráveis a essa proposta é um agente poderoso pois veja temos que entender que o (Conar) defende os grandes anunciantes, ou seja os empresários assim existe muita politicagem atrás disso como por exemplo quando os executivos queriam que a proposta que limitava propagandas de cerveja fosse aceita, teve muita denúncia de lobby entre as empresas e o congresso federal. Empresas como Ambev, Schin Cariol, Brahma,Skol, saiu na folha de São Paulo que eles deram dinheiro aos políticos, dessa forma senhores consumidores, temos que estar atentos a esses tipos de falcratuas. Um grande abraço!
domingo, 22 de maio de 2011
Nem transitar com ar condicionado provoca tanta variação como o horário de pico /FOLHA 22 DE MAIO
FELIPE NÓBREGA
DE SÃO PAULO
Se não bastasse uma frota de 7 milhões de veículos, a capital paulista ainda emplaca mil novos carros por dia. O resultado? Ruas entupidas e trânsito cada vez mais lento. O pior cenário ocorre no pico da tarde, quando o anda e para dos carros faz a velocidade média cair pela metade: 15 km/h, calcula a CET.
Além do cansaço físico causado pelas manobras, o motorista "engarrafado" ainda arca com um aumento considerável no consumo de combustível do carro.
À pedido da Folha, o Instituto Mauá de Tecnologia (IMT) mediu a variação do gasto de gasolina de um modelo "popular" em trajeto de trânsito normal e intenso.
Com pista livre, o Uno (1.0) cedido para o teste percorreu 14 km/l. No rush, o consumo cresceu 39%: 10,1 km/l. Pelos testes, nem transitar com o ar ligado ou com o carro carregado provoca tanta variação.
O assistente técnico da Fiat, Ricardo Dilser, explica que o momento de por o carro em movimento é quando o motor realiza mais esforço. "Já automáticos, pela mecânica, gastam até 8% mais." Uma teoria curiosa sobre a causa do anda e para nos engarrafamentos é a da onda invisível ""quando não há motivo lógico para a inconstância. Ocorre quando o carro da frente diminui a velocidade, levando o de trás a reduzir ainda mais o ritmo. Nesse efeito cascata, chega o ponto em que alguém, lá no fundo, para por completo.
DE SÃO PAULO
Se não bastasse uma frota de 7 milhões de veículos, a capital paulista ainda emplaca mil novos carros por dia. O resultado? Ruas entupidas e trânsito cada vez mais lento. O pior cenário ocorre no pico da tarde, quando o anda e para dos carros faz a velocidade média cair pela metade: 15 km/h, calcula a CET.
Além do cansaço físico causado pelas manobras, o motorista "engarrafado" ainda arca com um aumento considerável no consumo de combustível do carro.
À pedido da Folha, o Instituto Mauá de Tecnologia (IMT) mediu a variação do gasto de gasolina de um modelo "popular" em trajeto de trânsito normal e intenso.
Com pista livre, o Uno (1.0) cedido para o teste percorreu 14 km/l. No rush, o consumo cresceu 39%: 10,1 km/l. Pelos testes, nem transitar com o ar ligado ou com o carro carregado provoca tanta variação.
O assistente técnico da Fiat, Ricardo Dilser, explica que o momento de por o carro em movimento é quando o motor realiza mais esforço. "Já automáticos, pela mecânica, gastam até 8% mais." Uma teoria curiosa sobre a causa do anda e para nos engarrafamentos é a da onda invisível ""quando não há motivo lógico para a inconstância. Ocorre quando o carro da frente diminui a velocidade, levando o de trás a reduzir ainda mais o ritmo. Nesse efeito cascata, chega o ponto em que alguém, lá no fundo, para por completo.
sábado, 21 de maio de 2011
Muniz Sodré falando um pouco de "desvios de linguagem" / WWW.OBSERVATORIODAIMPRENSA.COM.BR
| Por Muniz Sodré em 17/5/2011 | |
| A diferença entre fato social e acontecimento jornalístico (ou "notícia") pode ser muito relevante na observação da imprensa, em especial quando se busca a correta apreensão sensível do que está por trás das manchetes. É certo que a notícia – a mercadoria principal da atividade jornalística nos últimos dois séculos – vem sendo bastante modificada, em suas definições profissionais clássicas, pela diversificação dos interesses e dos públicos característicos da internet. Ainda assim, o horizonte cognitivo do jornalismo – melhor, do bom jornalismo – é o conhecimento do fato. No fato, os acontecimentos estão simultaneamente relacionados, como se fossem um "estado de coisas", ou seja, uma conexão entre pessoas ou entre objetos. Assim, o que acontece no jornal (o relato de um caso ou "notícia") é tornado possível pela existência desses "estados", que se evidenciam à lógica do observador. Nesta linha de raciocínio, são os fatos que tornam as proposições verdadeiras ou falsas. A informação jornalística parte de objetos primariamente tidos como factuais, para obter, por intermédio do caso-acontecimento-notícia, alguma clareza sobre o fato sócio-histórico. Não raro, notícias editorialmente diferentes pertencem ao mesmo campo cognitivo do fato social. É o que se dá com duas notícias separadas no noticiário da semana passada. Pela primeira se fica sabendo que o Ministério da Educação distribuiu milhares de cartilhas às escolas com a recomendação de tolerância para os desvios de linguagem do tipo "os livro" ou "nós pega o peixe". Pela segunda, toma-se conhecimento de que o mesmo ministério estaria preparando outra cartilha para ensinar às crianças que é natural a relação homoafetiva. Práticas heterogêneas Por trás das duas notícias, aparentemente diversas, se encontra um mesmo fato histórico relativo à transformação de costumes e relações sociais. Para vários teóricos da educação – um deles é Istvan Mészaros, bastante conhecido pelos pedagogos brasileiros – a mudança dos dispositivos formais da educação deveria ser isomórfica com a transformação social. Diz Mészáros: "O que precisa ser confrontado e alterado fundamentalmente é todo o sistema de internalização, com todas as suas dimensões, visíveis e ocultas". Em outras palavras, os jovens devem incorporar imediatamente todas as verdades consensuais do momento social. Por isso, seria imperativo "substituir as formas onipresentes e profundamente enraizadas da internalização mistificadora". Por outro lado, o francês Étienne Balibar acrescenta um aspecto (geralmente pouco considerado nos debates educacionais) às reflexões de Mészaros. Refletindo sobre a importância contemporânea da escolarização e da família, ele vai além do argumento centrado no lugar funcional que elas assumem na reprodução da força de trabalho, sugerindo que a importância das duas instituições reside no fato de que "elas subordinam essa reprodução à constituição de uma etnicidade fictícia, isto é, à articulação de uma comunidade lingüística e de uma comunidade de raça implícita nas políticas da população". Para se resumir essas duas manifestações em termos de fato social, pode-se dizer que há todo um horizonte de mudanças institucionais atinentes às supostas "verdades" – relativas às formas lingüísticas e às relações de gênero e de "raça" – inculcadas nas crianças pela pedagogia tradicional. Em sua diversidade, as citadas notícias jornalísticas reencontram-se, portanto, na unidade do fato sócio-histórico das mudanças. Mas essa explicação não torna automaticamente pacífica a interpretação das notícias como decorrências "naturais" do fato. É verdade que há diferenças de classe social ao nível da utilização do idioma e que a normatização vernácula não deve servir de pretexto para a estigmatização da diversidade social, como ocorria no passado com o império beletrista dos bacharéis sobre as massas pouco alfabetizadas. Entretanto, é preciso determinar com cuidado a partir de que faixa etária é viável socializar os jovens com esse conhecimento da heterogeneidade das práticas de linguagem. Refletir e discutir O mesmo cuidado vale para as relações de gênero. É preciso não confundir a fase de socialização primária com a da individualização no processo educacional. A primeira lida com uma faixa etária ainda muito pouco madura (apesar dos alegados avanços da "revolução da informação") para a assimilação de toda a complexidade da formação sexual. É de formação mesmo que se trata, e isto deveria em princípio advir de uma mediação progressiva realizada pela família em conexão com um novo tipo de professor. A informação pura e simples da novidade incide menos conflituosamente sobre a fase da individualização, numa mentalidade já socializada. Toda essa avalanche informativa sobre a infância corresponde ao que Jean Baudrillard, importante pensador da pós-modernidade, chamou de "obscenidade" no sentido radical da palavra, isto é, aquilo que se encena diante do olhar do outro, sem as devidas mediações. Sob o ângulo de uma pedagogia responsável, é obscena toda essa exposição televisiva de lixo cultural reciclado ou de informações sobre o "novo" como se este, em si mesmo, representasse a modernidade. Não se trata de proibir, porque a censura tem implicações históricas inaceitáveis, e sim de ter clareza quanto ao caráter social daquilo que, sob as capas do fácil entretenimento, se comunica. A escola obriga-se a essa clareza. Por isso, é no mínimo estranho que o Ministério da Educação, em meio à crise da escolarização, da formação docente (que é pífia) e da progressão do analfabetismo funcional (aquele em que o aluno lê, mas não compreende), se atire com toda essa pressa, midiaticamente, sobre novidades institucionais. O MEC é hoje muito mais uma plataforma político-eleitoral do que think-tank de políticas educacionais. Quando não esgrime tabelas ou estatísticas, o burocrata-pedagogo padece de cegueira conceitual e se mostra mais perdido do que cego em tiroteio, senão como um surfista desequilibrado na onda do que a mídia entroniza como novo. Pedagogicamente, vive a realidade do Jeca-Tatu, mas embalado ao som do cantador Xangai, que brinca: "Nós é jeca, mas é jóia..." É o caso de se parar para refletir e discutir um pouco mais. Desse jeito, "nós pega o peixe", mas "nós paga o pato". | |
sexta-feira, 20 de maio de 2011
O palhaço Ronald McDonald deve continuar? / FOLHA.COM, 20 DE MAIO
A McDonald's Corp rejeitou os pedidos de avaliação do impacto da sua comida sobre a obesidade infantil, e disse que a marca registrada do palhaço Ronald McDonald ainda vai vender muitos "McLanches Felizes" para as crianças nos próximos anos.
"Esta é uma questão de escolha e nós acreditamos no processo democrático", disse o executivo-chefe da empresa, Jim Skinner, durante reunião com seus acionistas sob uma onda de aplausos entusiasmados. "Trata-se do direito pessoal e individual de escolha."
Os acionistas da maior cadeia de fast food do mundo rejeitaram a proposta que exigiu um relatório sobre o papel da rede na epidemia de obesidade infantil, dizendo que os clientes eram livres para fazer suas próprias escolhas alimentares.
"Ronald McDonald é um embaixador a serviço do bem e não vai a lugar nenhum", disse Skinner com firmeza.
Entre os dissidentes na reunião estava Donald Zeigler, diretor da Prevenção e Estilo de Vida Saudável da Associação Médica Americana, que questionou quando a cadeia de lanchonetes vai parar de usar o palhaço para promover seus produtos.
Zeigler, que também é professor da Rush University Medical Center, foi um dos 550 profissionais de saúde que assinou uma carta aberta ao McDonald's.
Na terça-feira (17), um grupo de vigilância colocou anúncios em jornais de todo o país, pedindo que o McDonald's pare de se promover por meio do palhaço, de brindes e de outras táticas.
Cerca de 17% das crianças e adolescentes são obesos, de acordo com CDC (Centro de Controle e Prevenção de Doenças) dos EUA. O excesso de peso na infância aumenta o risco de desenvolver diabetes tipo 2, colesterol alto, hipertensão e uma série de outras doenças.
O McDonald's é alvo de críticas há anos em razão de suas táticas de marketing e vendas do McLanche Feliz para crianças, que incluem brinquedos como estímulo.
A rede permite que os pais troquem o leite ou o suco por refrigerante, e também oferece maçãs fatiadas com molho de caramelo e nuggets de frango como alternativas para batatas fritas e hambúrgueres.
A cadeia de restaurantes tem opções mais saudáveis no cardápio, incluindo saladas e farinha de aveia, mas os críticos argumentam que ainda há muita gordura, sal e açúcar em suas refeições.
Mesmo a farinha de aveia, observou um crítico, contém quase a mesma quantidade de açúcar que uma barra de chocolate Snickers.
Skinner defendeu a estratégia do McDonald's, que resultou em pesadas vendas e lucros para os acionistas.
Mas, como apontam especialistas, crianças obesas com frequência se tornam adultos obesos, sobrecarregando o sistema de saúde inteiro.
Ironicamente, Miles White, presidente e executivo-chefe da farmacêutica Abbott Laboratories, é diretor do conselho do McDonald's desde 2009.
A Abbott faz uma ampla gama de medicamentos, incluindo estatinas para baixar o colesterol, e dispositivos médicos, como stents (dispositivos para dilatar vasos sanguíneos), usados em pacientes cardíacos com artérias obstruídas.
Dando aqui minha opnião, acho que ja passou da hora da maior rede de fast food do mundo se render ao novo rumo que nós jovens,adultos,idosos estamos querendo para o futuro. Um mundo que tenhamos mais lonjevidade proporcionada principalmente pela boa qualidade de vida e não ficar colocando entraves numa questão que ao meu ver só irá fazer o bem a humanidade.
Diga-se de passagem meu caro leitor, como consta no Livro "Sociedade Midiatizada" de Dênis Moraes e também entre outros como "Criança do Consumo a infância roubada" de Susan Linn, o grupo Mc Donalds gasta 2 bilhões de dólares em propaganda, não têm se quer um dia que não temos anúncio dessa empresa, ai me explica, porque não se voltar mais financeiramente com um olhar social, de responsabilidade com a sociedade e dar um exemplo de cidadania aos milhões de consumidores que contrinbui para o crescimento exagerado da rede de fast food. Fico imaginando que no Brasil ja temos mais de 30% de crianças em sobrepeso, se não tomarmos conhecimento da gravidade que é a exposição das crianças as propagandas massivas do palhaço, os brindes do "Mc Lanche feliz" podemos chegar a estatísticas de saúde rica em diabéticos como mostra os médicos, por isso peço uma maior reflexão ao leitor, sociedade organizada, empresas e políticos do nosso Brasil o que queremos deixar de aprendizado aos nossos jovens?, a verdadeira felicidade ou aquela que termina porque o dinheiro acabou e não têm como mais comprar Big Mac?
"Esta é uma questão de escolha e nós acreditamos no processo democrático", disse o executivo-chefe da empresa, Jim Skinner, durante reunião com seus acionistas sob uma onda de aplausos entusiasmados. "Trata-se do direito pessoal e individual de escolha."
Os acionistas da maior cadeia de fast food do mundo rejeitaram a proposta que exigiu um relatório sobre o papel da rede na epidemia de obesidade infantil, dizendo que os clientes eram livres para fazer suas próprias escolhas alimentares.
"Ronald McDonald é um embaixador a serviço do bem e não vai a lugar nenhum", disse Skinner com firmeza.
Entre os dissidentes na reunião estava Donald Zeigler, diretor da Prevenção e Estilo de Vida Saudável da Associação Médica Americana, que questionou quando a cadeia de lanchonetes vai parar de usar o palhaço para promover seus produtos.
Zeigler, que também é professor da Rush University Medical Center, foi um dos 550 profissionais de saúde que assinou uma carta aberta ao McDonald's.
Na terça-feira (17), um grupo de vigilância colocou anúncios em jornais de todo o país, pedindo que o McDonald's pare de se promover por meio do palhaço, de brindes e de outras táticas.
Cerca de 17% das crianças e adolescentes são obesos, de acordo com CDC (Centro de Controle e Prevenção de Doenças) dos EUA. O excesso de peso na infância aumenta o risco de desenvolver diabetes tipo 2, colesterol alto, hipertensão e uma série de outras doenças.
O McDonald's é alvo de críticas há anos em razão de suas táticas de marketing e vendas do McLanche Feliz para crianças, que incluem brinquedos como estímulo.
A rede permite que os pais troquem o leite ou o suco por refrigerante, e também oferece maçãs fatiadas com molho de caramelo e nuggets de frango como alternativas para batatas fritas e hambúrgueres.
A cadeia de restaurantes tem opções mais saudáveis no cardápio, incluindo saladas e farinha de aveia, mas os críticos argumentam que ainda há muita gordura, sal e açúcar em suas refeições.
Mesmo a farinha de aveia, observou um crítico, contém quase a mesma quantidade de açúcar que uma barra de chocolate Snickers.
Skinner defendeu a estratégia do McDonald's, que resultou em pesadas vendas e lucros para os acionistas.
Mas, como apontam especialistas, crianças obesas com frequência se tornam adultos obesos, sobrecarregando o sistema de saúde inteiro.
Ironicamente, Miles White, presidente e executivo-chefe da farmacêutica Abbott Laboratories, é diretor do conselho do McDonald's desde 2009.
A Abbott faz uma ampla gama de medicamentos, incluindo estatinas para baixar o colesterol, e dispositivos médicos, como stents (dispositivos para dilatar vasos sanguíneos), usados em pacientes cardíacos com artérias obstruídas.
Dando aqui minha opnião, acho que ja passou da hora da maior rede de fast food do mundo se render ao novo rumo que nós jovens,adultos,idosos estamos querendo para o futuro. Um mundo que tenhamos mais lonjevidade proporcionada principalmente pela boa qualidade de vida e não ficar colocando entraves numa questão que ao meu ver só irá fazer o bem a humanidade.
Diga-se de passagem meu caro leitor, como consta no Livro "Sociedade Midiatizada" de Dênis Moraes e também entre outros como "Criança do Consumo a infância roubada" de Susan Linn, o grupo Mc Donalds gasta 2 bilhões de dólares em propaganda, não têm se quer um dia que não temos anúncio dessa empresa, ai me explica, porque não se voltar mais financeiramente com um olhar social, de responsabilidade com a sociedade e dar um exemplo de cidadania aos milhões de consumidores que contrinbui para o crescimento exagerado da rede de fast food. Fico imaginando que no Brasil ja temos mais de 30% de crianças em sobrepeso, se não tomarmos conhecimento da gravidade que é a exposição das crianças as propagandas massivas do palhaço, os brindes do "Mc Lanche feliz" podemos chegar a estatísticas de saúde rica em diabéticos como mostra os médicos, por isso peço uma maior reflexão ao leitor, sociedade organizada, empresas e políticos do nosso Brasil o que queremos deixar de aprendizado aos nossos jovens?, a verdadeira felicidade ou aquela que termina porque o dinheiro acabou e não têm como mais comprar Big Mac?
quarta-feira, 18 de maio de 2011
Medo de ficar sozinho? as redes sociais ajudam a exarcebar / FOLHA, 18 DE MAIO.
LAURA CAPRIGLIONE DE SÃO PAULO
Sabe aquela situação em que você acaba de se separar, pensa que foi melhor assim, que vocês não se entendiam mesmo?... Aí, você se prepara para passar um fim de semana introspectivo, quieto. Para por as ideias no lugar, ver como levará a vida adiante sem aquele pedaço de você que foi embora. Tudo sem dramas, bem racional.
Então, o iPhone acende e solta aquele assobio que anuncia novidades. Mensagem fresquinha.
É quando você toma consciência de que os amigos com quem vocês dois passaram os melhores momentos juntos, bem, esses amigos foram para o outro lado.
Para piorar, enquanto você está sozinho, estão todos se divertindo juntos na sua casa de praia. A sua ex-cara metade festeja entre os mais alegres e nem faz questão de disfarçar aquele sorriso de idiota feliz. E eles postam centenas de fotos da festa, na maior sem-cerimônia. "Meu mundo caiu."
MENOS VOCÊ
Sempre se sofreu de solidão, de carência afetiva. Mas para uma turma cada vez maior, parece que o Facebook, com suas relações fechadas de amigos (só se entra mediante aceitação de alguém de dentro), aumentou a percepção de exclusão do pessoal "de fora".
Com o Twitter, o Flickr e o Instagram (de troca de imagens) somam-se bilhões de atualizações por dia.
Se, por um lado, isso produziu uma imensa montanha de textos, fotos, registros de áudio e informações acessíveis on-line a milhões de curiosos, voyeurs, inimigos e até amigos; por outro, serviu para jogar na sua cara as festas, os programas legais e as reuniões em que todo mundo está se divertindo demais. Menos você.
Ninguém precisa mais de fofoca para saber que não foi convidado para uma comemoração. Está tudo nas redes sociais. É só querer achar.
Os americanos, que são bons nisso, já deram nome para o fenômeno. Chama-se "Fear of Missing Out".
Eles já falam apenas Fomo, e todo mundo entende, de tão íntimos que ficaram do conceito (o Google tem 1.030.000 entradas para a expressão). Aqui, pode-se traduzir como "medo de ficar de fora, de estar perdendo algo." Quem já entrou numa rede social sabe bem o que é essa sensação.
Sabe aquela situação em que você acaba de se separar, pensa que foi melhor assim, que vocês não se entendiam mesmo?... Aí, você se prepara para passar um fim de semana introspectivo, quieto. Para por as ideias no lugar, ver como levará a vida adiante sem aquele pedaço de você que foi embora. Tudo sem dramas, bem racional.
Então, o iPhone acende e solta aquele assobio que anuncia novidades. Mensagem fresquinha.
É quando você toma consciência de que os amigos com quem vocês dois passaram os melhores momentos juntos, bem, esses amigos foram para o outro lado.
Para piorar, enquanto você está sozinho, estão todos se divertindo juntos na sua casa de praia. A sua ex-cara metade festeja entre os mais alegres e nem faz questão de disfarçar aquele sorriso de idiota feliz. E eles postam centenas de fotos da festa, na maior sem-cerimônia. "Meu mundo caiu."
MENOS VOCÊ
Sempre se sofreu de solidão, de carência afetiva. Mas para uma turma cada vez maior, parece que o Facebook, com suas relações fechadas de amigos (só se entra mediante aceitação de alguém de dentro), aumentou a percepção de exclusão do pessoal "de fora".
Com o Twitter, o Flickr e o Instagram (de troca de imagens) somam-se bilhões de atualizações por dia.
Se, por um lado, isso produziu uma imensa montanha de textos, fotos, registros de áudio e informações acessíveis on-line a milhões de curiosos, voyeurs, inimigos e até amigos; por outro, serviu para jogar na sua cara as festas, os programas legais e as reuniões em que todo mundo está se divertindo demais. Menos você.
Ninguém precisa mais de fofoca para saber que não foi convidado para uma comemoração. Está tudo nas redes sociais. É só querer achar.
Os americanos, que são bons nisso, já deram nome para o fenômeno. Chama-se "Fear of Missing Out".
Eles já falam apenas Fomo, e todo mundo entende, de tão íntimos que ficaram do conceito (o Google tem 1.030.000 entradas para a expressão). Aqui, pode-se traduzir como "medo de ficar de fora, de estar perdendo algo." Quem já entrou numa rede social sabe bem o que é essa sensação.
Assinar:
Postagens (Atom)


