quarta-feira, 18 de maio de 2011

EDIR MACEDO MOSTRA AS GARRAS / WWW.UOL.COM.BR, 18 DE MAIO.

 Escrito por Nelson de Sá ás  09h26

Ontem, a coluna Mônica Bergamo noticiou encontro de Marcelo Crivella, bispo da Igreja Universal e sobrinho de Edir Macedo, com outros senadores "para discutir texto alternativo ao projeto que criminaliza a "homofobia" e que, dizem eles, "não tem chance".
E o Radar de Lauro Jardim destacou que o blog de Edir Macedo, dono da Record, publicou o post "meus filhos não vão virar gays", contra as cartilhas que o Ministério da Educação vai distribuir no segundo semestre, para debater a questão homossexual. Do suposto "obreiro anônimo":
É meu, somente meu, o direito de não desejar um filho gay! A Constituição me garante. Imagine esta cena: Seu filho chega à escola e, em plena sala de aula, a professora inicia uma nova lição que é debater um vídeo em que duas lésbicas falam sobre como é bom ser homossexual. E mais: nos livros didáticos, a professora lê, com seu filho, histórias com famílias gays, histórias de homens e mulheres bissexuais, transexuais e travestis. 
À noite, a escalada de manchetes do "Jornal da Record" destacou que "Pais reclamam de cartilha do Ministério da Educação. Eles acham que o material incentiva a homossexualidade entre adolescentes".
A apresentadora Janine Borba fala em pais indignados, psicólogos preocupados e muita reclamação nas ruas do Brasil". Segundo o apresentador Celso Freitas, "é o que o Ministério da Educação conseguiu desde que anunciou a distribuição de cartilhas nas escolas".
E a repórter Renata Varandas anuncia "o medo de que esse material incentive crianças e adolescentes a adotarem uma postura homossexual".
Ricardo Feltrin informou que, "pela primeira vez desde que começou a medição de audiência, a Record derrotou a Globo em todos os programas matinais e fechou a manhã, das 6h à 12h, em primeiro lugar", ontem.
Por outro lado, Keila Jimenez informa que a novela "Insensato Coração", da Globo, "bateu record anteontem", com 41 pontos de audiência.

domingo, 15 de maio de 2011

Não quer mais seus tennis velhos?? olha as trocas feitas nos blogs que legal / folha 15 de Maio.

Compra e troca de usado viram mania em sites e blogs

Brasileiros oferecem na internet tudo aquilo que não querem mais; escambo virtual fomenta e-commerce


Iniciativa é forma de economizar e até de ganhar um dinheiro extra; as opções vão de roupas e objetos a livros

PAOLA CARVALHO
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

A roupa que não serve mais, os patins que ficaram para trás junto com a infância, o livro que virou suporte para o computador, o sofá que não cabe na casa nova. Tudo o que você não quer mais pode virar dinheiro em blogs e sites pessoais. Os e-consumidores ganham força na internet em duas formas: na venda do usado ou na troca dele.
A advogada paulista Paula Carvalho, 41, com o armário lotado de roupas de grife, comprou um manequim. Tirou fotos dele com as peças que não queria mais e divulgou na internet. Assim nasceu o useieenjoei.com.br.
"Muita gente tem alguma coisa em casa que comprou e encostou. O site dá a essas pessoas a oportunidade de se redimir desses equívocos. De se livrar de algo que está encostado e ainda ganhar algum dinheiro", diz.
O diário virtual de Paula é um de muitos disponíveis on-line. Ainda não há levantamento sobre esse nicho, considerado informal. Uma rápida pesquisa, contudo, mostra uma longa lista deles.

BEBÊS
Faz parte desse rol o blog da publicitária de Porto Alegre Cristina Teke, 35, mãe de Martina, de quase 4 anos: bazardasmamaes.blogspot.com. "Reparei o quanto minha filha crescia e acabava usando muito pouco o que tinha. Montei o blog para vender e trocar com outras mães", afirma.
Segundo ela, as vendas não geram lucro. O objetivo principal é evitar o desperdício. "Há um tempo a maioria das pessoas associava a palavra brechó a itens velhos, sujos e de baixa qualidade. Hoje, vejo uma procura grande por esse tipo de consumo mais consciente".
Para amenizar os gastos com educação, o estudante de doutorado de Belo Horizonte Samur Araújo, 32, criou o livralivros.com.br.
É um site onde qualquer um pode trocar livros. A única despesa é com o frete.
O processo é simples. A pessoa monta uma lista de livros que quer trocar e divulga no site. Qualquer usuário pode solicitar uma opção dessa lista. E, quando ele recebe a obra pelo Correio, o fornecedor ganha um ponto. O ponto dá à ela o direito de requerer outro livro do site.
"Fiz com a intenção de trocar os meus livros. Mas já são mais de 12 mil pessoas cadastradas e mais de 28 mil trocas feitas. A troca desperta o hábito de não consumir", diz.
Depois que a publicitária de Florianópolis Débora Queda, 40, passou a fazer negócio por meio do nosotaodatiatinha.blogspot.com, seu hábito de consumo mudou. "Descobri um universo de consumo muito interessante, o de produtos de segunda mão. Acho que isso tende a crescer, pois está alinhado com novos pensamentos mais ecológicos."

FOLHA.com

sábado, 14 de maio de 2011

Qual o limite para o consumo de brinquedos aos adolescentes? / WWW.UOL.COM.BR

O garoto Ben Caulkins, de 15 anos, se superou nas loucuras que fãs podem fazer. Não, ele não se atirou no palco de nenhum artista... Ben é fã de um jogo de computador chamado "Halo" e fez sua própria réplica da armadura usada pelo personagem principal Master Chief.
Até aí, qualquer fã da Disney poderia costurar uma fantasia de uma das princesas. A diferença é que Caulkins fez a sua com pecinhas de Lego.
Segundo reporta o "Daily Mail", outra motivação de Ben foi a participação na convenção da Lego, em Chicago (EUA). Ele gastou cerca de US$ 1.000 (R$ 1.630) e demorou cerca de seis meses para fazer a armadura.
A armadura é flexível e permite que Ben caminhe orgulhosamente com sua criação.
O garoto mora em Nova York e tem agora um público online fiel que interage com ele após documentar o processo de criação em seu perfil do Flickr.

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Apresentação do autor do blog para o mercado capixaba.

Deixa eu me apresentar ne, depois de chegar na reta final da faculdade, 7º período, vejo a necessidade de me aproximar mais com o mercado de publicidade e propaganda com esse protótipo de cartão de visita para 2012. Percebi que nesses quases 4 anos de faculdade a importância no mundo contemporâneo das empresas terem profissionais aptos, capacitados a orientar nas suas missões e visões empresariais. Assim sendo, meu TCC para a conclusão do curso de comunicação social com habilitação e publicidade é " Como os Desenhos Animados afetam os Consumos de Brinquedos das crianças de 6 a 12 anos de idade do Bairro Parque Moscoso" pois me vejo na posição de compreender um dos públicos mais cobiçados pelo marketing porém sem levar as vezes em conta a responsabilidade social para lidar com seres que ainda não se formaram por completo e estão em processos de grande aprendizagem na construção de sua tragetória de vida.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Um boneco nazista de 800 reais apologia ao nazismo? / FOLHA DE SÃO PAULO 2 DE MAIO.

Loja vende boneco de nazista por R$ 800 e causa polêmica

DE SÃO PAULO

Bonecos articulados, com mudas de roupas e acessórios personalizados são comuns em lojas de todo o país.
Mas um trio em especial, à venda numa loja na rua da Consolação, centro de São Paulo, chamou a atenção por um diferencial polêmico: ser a representação fiel de Hitler e de dois outros oficiais da Alemanha nazista.
À venda no aniversário da morte de Hitler, dia 30 de abril, o que mais chamava a atenção era o boneco de Heinrich Himmler, chefe da polícia e figura-chave na organização do Holocausto.
Muito detalhado e realista, Himmler vem numa caixa com outras gravatas, um uniforme adicional e sapatos extras para serem combinados.
Os bonecos incomodaram a comunidade judaica. Alberto Zacharias Toron, advogado criminalista, diz que irá se colocar "à disposição da Associação Israelita para tomar as providências legais cabíveis para se apurar o crime de instigação racista, previsto em lei".
O dono da loja, Rodolfo Pranaitis, 24, formado em educação física, afirma que os produtos "são apenas a representação de figuras históricas". "Na própria caixa está escrito que é apenas um boneco e que não há a intenção de ofender as pessoas ou apoiar os crimes cometidos durante a guerra."
Ele diz ainda que não pretende tirar os bonecos da loja.
Himmler sai pela bagatela de R$ 799. Já Hitler, menos personalizável (não é possível trocar os sapatos ou a calça do ditador), custa R$ 599.
A loja conta ainda com bonecos de super-heróis e personagens de filmes.
Após analisar as fotos dos bonecos feitas pela reportagem, a Decradi (Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância), da Polícia Civil, informou que irá avaliar se a venda deles representa ou não algum tipo de apologia ao nazismo.

Veja o que a indústria de cigarro fez com drogas emagrecedoras FOLHA DE SÃO PAULO 2 DE MAIO

MAGREZA QUÍMICA: Pesquisa mostra como a indústria adicionou elementos químicos para que o cigarro reduzisse o apetite

MARIO CESAR CARVALHO
DE SÃO PAULO

Seis das maiores fabricantes de cigarro do mundo usaram ou fizeram planos de usar aditivos químicos em seus produtos para reduzir o apetite, de acordo com uma pesquisa feita por médicos da Universidade de Lausanne, na Suíça.
Os documentos citam o uso de anfetamina, efedrina, gás do riso e ácido tartárico, entre outras substâncias.
Anfetamina e efedrina são conhecidos redutores de apetite. Gás do riso suprime a fome ao alterar o sabor dos alimentos, segundo os autores. Ácido tartárico reduz a fome ao ressecar a boca. A pesquisa foi publicada na última edição do "The European Journal of Public Health", editado pela Universidade de Oxford.
A prática durou pelo menos 50 anos, de 1949 a 1999, ainda de acordo com o grupo de pesquisadores. O levantamento foi feito em documentos da própria indústria do cigarro. Os papéis se tornaram públicos por conta de uma ação dos EUA na qual as empresas foram condenadas por terem omitido os males provocados pelo fumo por 40 anos.
A ação resultou na maior indenização da história (cerca de US$ 220 bilhões ou R$ 346 bilhões) e na abertura de todos os documentos da indústria, por ordem judicial.

MULHERES
A vantagem do supressor de apetite para a indústria é que ele amplia uma característica do cigarro: a capacidade de reduzir a fome.
A estratégia deu certo: até hoje, muitas mulheres dizem que não vão parar de fumar porque engordariam. Não dá para saber se a prática continua, segundo Semira Gonseth, uma das autoras do trabalho.
"Precisamos de mais estudos químicos sobre os ingredientes do cigarro ou de uma lei que obrigue a indústria a revelar o que ela usa", disse Gonseth à Folha.
"Essa descoberta dos moderadores de apetite mostra que a indústria nunca teve ética para nada. Ninguém sabe que efeitos colaterais esses supressores podem ter", diz a médica Vera Luísa da Costa e Silva, que dirigiu a seção mundial de controle de tabagismo da OMS (Organização Mundial da Saúde) e é uma das maiores autoridades em tabaco no mundo.

FUMAÇA E PESO
O cigarro ajuda naturalmente a controlar o peso porque a nicotina diminui a ação da insulina, reduzindo a entrada de glicose nas células.
O efeito disso é a diminuição na sensação de fome, afirma Costa e Silva. O adição do supressor de apetite potencializa essas características.
O plano de incluir aditivos que diminuem a fome, segundo os documentos, visava conquistar novos consumidores: as mulheres.
Um documento da Philip Morris de 1965 explicita essa tática: "Se fôssemos capazes de desenvolver um cigarro muito mais "seguro' do que os existentes [...] e que agisse como um supressor de apetite, descobriríamos um novo mercado de fumantes".
Projeto de desenvolvimento de um Marlboro mais fino, voltado para mulheres, cita como característica desejável a "supressão de apetite".
É da Philip Morris, líder mundial no mercado de cigarros e fabricante do Marlboro, a maior parte dos documentos com referência a moderadores de apetite encontrados pelos pesquisadores.

PIPOCA
Questionada pela Folha, a empresa diz que não usa esse tipo de aditivo, mas se recusou a comentar o passado.
Um projeto do Pall Mall, cigarro popular nos anos 70, cita como aditivos a cafeína e a efedrina. Uma molécula patenteada para reduzir o apetite, a 2-acetilpiridina, que dá um sabor de pipoca ao cigarro, foi usada pela BAT (British American Tobacco, dona da Souza Cruz), Philip Morris e outras duas fabricantes.
A empresa inglesa, que controla a Souza Cruz, também usou ácido tartárico em cigarros, de acordo com os pesquisadores. Esse ácido resseca a boca e foi proibido de ser adicionado ao tabaco pela Justiça dos Estados Unidos em 1977.

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Riscofobia o que é? / FOLHA DE SÃO PAULO 11 DE ABRIL

IARA BIDERMAN
DE SÃO PAULO

O médico Luis David Castiel trabalha em um prédio com janelas blindadas. É a Escola Nacional de Saúde Pública da Fiocruz, em Manguinhos, zona norte do Rio. "Chamam de faixa de Gaza."
Como epidemiologista, ele estuda os fatores associados à difusão ou à prevenção de doenças -os chamados fatores de risco.
O que é parte de seu cotidiano e objeto de estudo é também alvo de suas críticas.
Para ele, há uma visão quase catastrófica da saúde, que torna as pessoas reféns de prescrições, exames e hábitos impostos e restritivos.
De sua sala blindada, ele falou à Folha sobre os perigos de hipervalorizar o risco.






Folha - Não é contraditório um epidemiologista questionar o conceito de risco? Luis David Castiel - Hoje em dia, a gente tem que justificar o papel da crítica. A academia está se tornando um local produtivista, e a crítica atrapalha o bom andamento dos trabalhos e resultados. Estamos numa era, para usar o clichê, da medicina baseada em evidências.

E qual o problema com a chamada "evidência"?
Vou ficar meio pernóstico, mas tudo bem: a evidência parte de um pressuposto de que a realidade é uma coisa autônoma, definível e independente da gente. Há uma espécie de premissa que não é esclarecida. E há também uma produção de evidências que está diretamente ligada à produção de mercadorias: remédios, equipamentos...

O conceito de risco em saúde também tem esse lado?
Tem, ele cria uma indústria de avaliação de risco que vende segurança. Vi uma propaganda de uma companhia de seguros que dizia: "Vai que...". Quer dizer, vai que acontece, então você não pode relaxar, tem que ficar atento. Isso aumenta a ansiedade em relação ao risco, que gera o impulso para fazer algo, ter ou consumir algo que possa controlá-lo.

Esse é o principal problema das avaliações de risco?
Tem também um lado opressivo que me incomoda. Uma dimensão moralista, que rotula as pessoas que se expõem ao risco como displicentes e que, portanto, merecem ser punidas [pela doença], se acontecer o evento ao qual estão se expondo.
Estamos à mercê dessa prescrição constante que a gente tem que seguir. Na hora em que você traz para perto a ameaça, tem que fazer uma gestão cotidiana dela. Não há como, você teria que controlar todos os riscos possíveis e os impossíveis de se imaginar. É a riscofobia.

Há um meio do caminho entre a fobia e o autocuidado?
A pessoa tem que puxar o freio de emergência quando achar necessário, decidir até que ponto vai conseguir acompanhar todos os ditames da saúde.

E a valorização do estilo de vida saudável?
Parte da ideia de que você tem que estar atento para todos os perigos e segurar a onda, ou segurar "a franga", porque a proposta é uma vida contida em um contexto de muitas ofertas de risco. Você tem simultaneamente ofertas de prazeres gastronômicos e o discurso de contenção da alimentação saudáveis.

Quais as consequências?
A mais marcante é o grau de ansiedade que isso gera, que pode se manifestar de maneiras variadas.

Como, por exemplo, os distúrbios alimentares?
Sim, porque o distúrbio alimentar é um jogo entre a ansiedade e o controle. O jogo se manifesta em todas as esferas da vida. No Rio, onde eu moro, há a ansiedade da segurança. Esse episódio na escola de Realengo vai hipervalorizar isso, as pessoas vão querer o controle, cercar as escolas, não sei. É a ilusão da blindagem, mas você não pode blindar o seu corpo.

E quando surgem ameaças como o vazamento de radiação da usina no Japão?
Aí não tem jeito, é só pânico. As pessoas apostam tudo nos avanços tecnocientíficos, mas, quando você compra a tecnologia, o acidente vem junto. Quando acontece, reforça a ideia de que a gente pode ser contaminado tanto por dentro quanto por fora, e precisamos estar constantemente preparando nossas defesas para o que vier.

É um discurso de guerra?
Exatamente. E temos uma nova guerra, como a que foi criada pelo [ex presidente dos EUA] Bush, que é a guerra preventiva. Você não tem elementos claros sobre o perigo real, mas, na dúvida, faz uma intervenção. Na saúde, a vigilância constante, o excesso de exames criou uma nova categoria: a pessoa não está doente, mas não é saudável. Está sob risco.